Showing posts with label Livros. Show all posts
Showing posts with label Livros. Show all posts

Friday, April 20, 2012


Comida para a Alma...

‎"Eu sei que és sensível. Tu podes não saber, mas eu sei que és sensível. A tua sensibilidade vive nos teus poros, nas tuas células, na tua vibração. A cada vez que te magoam, desaba o céu em cima da tua cabeça. E tu só precisas de te entristecer, de te fragilizar. Como eu digo sempre, «Deixa doer para passar
depressa».

A tua sensibilidade é um trevo de quatro folhas, é talvez o teu maior dom, o maior dos maiores. Mais forte do que seres inteligente, é seres sensível. Mais forte do que seres arguto, é seres sensível. Mais forte do que seres rico,
bonito, capaz, simpático, é seres sensível. Mais forte do que seres forte,
é seres sensível.

As pessoas sensíveis sentem as dores do mundo. Dói? Dói. Mas é
infinitamente mais verdadeiro, mais harmonioso, do que bloquear a sensibilidade e andar por aí, feito palhaço, na ilusão de que tudo vai melhorar… porque sabemos que dessa maneira não melhora nunca. Ser sensível é ter conexão total, directa, ininterrupta e irreversível.

É mais difícil? É. Mas, por outro lado, quando se está bem, quando se está feliz – e começam a ser muitas as vezes em que isso acontece –, a alegria é incomensurável. O que seria alegria é agora êxtase. O que seria felicidade é agora estado de graça. E os realmente sensíveis, aqueles que já aceitaram a sua sensibilidade plena e absoluta, os que já não bloqueiam, os que aceitam sentir tudo, tudo, tudo, já sabem o que é estar em estado de graça. E já não querem prescindir dele. E já não querem outra vida."

Livro da Luz
Via: Michele Pó

Tuesday, April 17, 2012



Pesos pesados.



Esta ousadia ~ataque de Loucura ~ de escrever o próprio livro tem das suas consequências: menos tempo livre, uma tendência estranha para a extrema introspecção, viagens à memória recalcada dos terrores e milagres de que se compõem uma VIDA bem VIVIDA, pouquíssima paciência ou cabeça para estupidez e qualquer assunto que me polua a mente/alma e também, tristemente, uma redução drástica nas leituras.
Talvez como compensação desta ausência de mergulhos literários, aqui vai a humilde referência ao que estou a ler, de momento:

1. Edição de Maio da minha revista favorita "Oprah".
2. "Anna Karenina", Leo Tolstoy
3. "Harafish" do Nobel da Literatura egípcio, Naguib Mahfouz.

Posso ter lido pouco nestes últimos meses mas creio que estes pesos pesados compensam, de muitas formas, tal escassez de alimento.
Ficam as sugestões para quem, como eu, é doida por BOAS LEITURAS.




Pesos pesados.

Sunday, December 11, 2011





Pablo.
Recuerdos de Espanha:

além de uns livros PRECIOSOS (escritos de Isadora Duncan, que buscava há anos, e a auto-biografia de Nijinsky, o maior bailarino clássico de todos os tempos), aqui está um trecho de algo inesperado e delicioso que me veio ter às mãos, algures entre Madrid e Málaga.

Retirado do livro:

"Vida con Picasso",

Françoise Gilot ( mulher que com Picasso conviveu durante cerca de 20 anos de relação e mãe de dois dos seus filhos, amante, secretária, "esposa", companheira de arte e de alma).

A tradução para o português é minha:

"-Claro - disse Pablo - E porque disse Platão que os poetas deviam ser expulsos da República?

Precisamente porque todo o poeta e todo o artista é um ser anti-social. E não porque deseje sê-lo mas porque não pode ser de outra maneira. Lógico que o Estado tem o direito de expulsá-lo...partindo do seu próprio ponto de vista.

E se se trata, realmente, de um artista terá de permanecer fiel à sua índole sem desejar ser aceite porque, se for aceite só pode significar que está a fazer algo que pode ser compreendido e aprovado; e, por conseguinte, algo que, como um chapéu velho, é pura nulidade. Todo o novo, tudo o que merece o esforço de ser feito, dificilmente poderá ser reconhecido. As pessoas não possuem essa visão."

Crú, directo, polémico, desagradável, arrogante com todas as cores garridas das touradas que tanto adorava, Pablo Picasso era genial muito para lá do Cubismo de quem se dizia criador original. Mais uma das infinitas inspirações da minha Vida.

A pintura que desconstrói e re-inventa a REALIDADE - revelando-a de forma nova, talvez mais verdadeira e parcial como é todo o ponto de vista que os há aos milhões - tal como a DANÇA que faz o mesmo.

Thursday, December 8, 2011



Saramago e Pilar.



Não é que não tenha lido ultimamente.
Sabem já - aqueles que seguem os meus blogues - que tenho o vício-compulsão-paixão pelos livros.

Querendo uma injecção de susto e adrenalina nas vossas vidas é só observarem, ao de longe e com binóculos em riste, uma entrada minha numa livraria.
Os suspiros em voz alta, as exclamações, os olhos esbugalhados em psicadélicas reviravoltas (tipo mudra indiana de olhos executada em "high speed"), o pegar dos livros para os cheirar e daí bradar aos céus consecutivos "Ahhhhhhhhhhhhhhhh.............................", o passar dos dedos pelas páginas para as sentir melhor...um fenómeno orgásmico de teor altamente preocupante.

Tenho lido, portanto. Sempre, ininterruptamente. Como quem bebe um copo de água todas as manhãs ou toma duche.

Também tenho é andado metida na escrita do MEU livro e, por isso, mais discreta e desleixada nos comentários a outros mas aqui fica uma sugestão de Natal para quem gosta, como eu, de ler e oferecer livros:

"José e Pilar- conversas inéditas".
http://livros.sapo.pt/noticias/artigo/77179.html

O escritor português José Saramago (Nobel da Literatura) e a sua esposa Pilar à conversa sobre temas diversos da Vida e da Criação literária.

A genialidade dos simples com a Sabedoria de quem nunca teve pretensões de possuí-la.
Lindo demais.

Friday, October 28, 2011

(*Colette, in the "Reves of Egypt")



"Cada manha o mundo é novo para mim."

Colette (escritora francesa e bailarina, mulher polémica e livre que viveu entre 1873 e 1974)

Saturday, October 8, 2011



*Estranhos espelhos:


Lendo "A Vagabunda" da polémica escritora, Colette.

A vida de uma bailarina da Belle Époque francesa, entre cabarets, cortinas que sobem e descem entre a vida de palco e a vida real (confundidas uma com a outra), banqueiros que compram corpos e ternuras fingidas, o cansaco de quem dá a vida pela vida na ARTE.


Estranho, realista, isento de diplomacias e com uma sensualidade crúa e saudável, de tao verdadeira.

Gostando disto. E de me rever a mim na pele da personagem principal em pontos essenciais da sua vida e das angústias próprias de quem vive para/no palco.

Saturday, September 17, 2011



Decepcoes literárias e regresso as origens.







Quem diria que a obra prima de um dos meus escritores favoritos - Gabriel Garcia Marquez- poderia desapontar-me ao ponto de insistir ler a dita cuja mais por teimosia de burro do que por prazer?



Já li quase tudo do G.G.M. e adorei cada um dos livros em que peguei como se adora uma fruta doce numa tarde quente de Verao. Quando, entusiasticamente, pego no "Cem anos de solidao" do Prémio Nobel da Literatura, acabei por bocejar de aborrecimento e sentir que carrego - tal como o supra citado burro - uma carroca pesada as minhas costas.



Eis a questao: teimar em terminar a leitura do livro, apesar do torpor e desinteresse que me causa ou colocá-lo de lado, ignorando as críticas mundiais que o descrevem como a grande obra prima deste autor maravilhoso?!




Se bem que as minhas leituras sejam caóticas - com uma ordem interior que é a única que me interessa - errantes e vagabundas, viajando de estilo em estilo e de idioma em idioma, existe esta regra que eu sempre mantive: se um livro me aborrece para lá da sua metade, entao eu abandono-o. Nao sem um sentido de culpa estranho...




Ao mesmo tempo, delicio-me por enterrar os olhos e a mente num clássico da Filosofia : "Fédon (ou Acerca Da Alma)", de Platao.

Filosofia grega no seu melhor, indo ao encontro de um grande amor meu que, nao fosse a paixao pela Representacao, me havia de ter tornado uma Senhora Doutora Filósofa.



Aqui nao há como aborrecer-me porque a BOA filosofia provoca-nos como pimenta fresca, acorda o cérebro das suas estrututas usuais já a cheirar a mofo e estimula-me de forma global (mental, física, emocional...). Como puro exercício da inteligencia que é, a Filosofia encanta-me...

Encontrei este livrinho precioso nos saldos da "Bertrand", aquando da minha última visita relampago a Portugal. Assim como a boa poesia, a filosofia é para ser comida e bebida com a avidez dos apaixonados.

Delicioso.


Tuesday, August 9, 2011





Yuppie a Fernando Pessoa!




Na obra de Fernando Pessoa, GÉNIO desvalorizado pelo nosso humilde Portugal, encontrei as primeiras e últimas palavras do meu livro.



Agora só falta dar um arranjinho nas palavras que se encaixam entre o início e o final do livro.



Sao os entretantos e suas entrelinhas que ficam a faltar mas se compoem, conforme a inspiracao e as dores de cada dia, o melhor que posso e para lá do que julgava poder.



O início e o fim estao resolvidos. Que escrever entre um e outro?


Nada de mais... coisa simples, simples!

(dá para reparar o quao aterrorizada estou?!)

Monday, August 8, 2011









O meu livro...






Nunca sabemos de nada enquanto nao passarmos pela experiencia de vida VIVIDA.


Quem sabe do amor sem o ter vivido? Por mais que fale nele, nao passará de um vazio teórico.


Quem sabe da aventura sem a ter vivido? Retórica e palavras levadas pelo vento.




Que sabia eu de livros antes de ter a ousadia de escrever o meu próprio livro?


Muito pouco...ou nada!




E assim aprendo que escrever um livro é fascinante e muito assustador.


Mais coreografia que improvizacao.


Paciencia, persistencia, acreditar para lá das fronteiras dos nossos medos, um exercício de amor incondicional para com a nossa Alma assim traduzida em palavras, pausas e ideias que fluem do Invisível para a página em branco.




Que sabia eu de insegurancas destas? E do receio de estar tudo errado, isento de interesse, mal escrito, pobre, desinteressante, coisa que pouco vale a pena?


Nao sabia nada disso. Agora sei.


Como sei de me ultrapassar a mim mesma e as minhas montanhas auto-impostas em funcao de ALGO MAIOR: o compromisso de contar a minha história, a responsabilidade de cumprir um sonho meu, a inevitabilidade de cumprir o meu Destino que só se conhece assim, ESCREVENDO, VIVENDO. Com terror, desistencias momentaneas e retornos ao ringue de combate com a paixao primeira que me deu todo o material para o livro, para a minha PESSOA, para tudo o que me compoe e tenta definir.




Em extase...no mais perfeito terror...atada a cadeira onde escrevo e de maos aladas tentando agarrar o céu a cada palavra escrita. E agarrar-me a mim porque é de mim, em última instancia, de que se compoe o meu livro. E que interessa se é bom ou mau?!


É meu. Sou eu.E essa certeza só se atinge FAZENDO, ESCREVENDO.


E escrevo. E, escrevendo, SOU.









Friday, July 22, 2011










Gueishas e samurais...









Pergunto-me porque será que me senti atraida pelas biografias de duas famosas gueishas japonesas no processo de escrita do meu próprio livro.






Sabendo que sofro do estado de leitura aguda compulsiva e fitando, com algum pavor, para as pilhas de livros por ler acumuladas nas prateleiras da minha casa cairota, ali mesmo decidi que nao leria nada enquanto nao terminasse a escrita do meu livro.





Esta decisao foi tomada com alguma tristeza mas com totais razoes de ser.







Primeiro que tudo, queria concentrar-me na escrita de algo MEU, nao na leitura de algo escrito por outros.







Em segundo lugar, preferia evitar sentir-me directamente influenciada por determinado livro durante o processo da minha escrita. Gostaria de ser assim, uma folha em branco com memórias de coisas belas no coracao.








Procurava o vazio para apenas aceder as minhas próprias vivencias e pontos de vista sem ser contaminada por talentos literários alheios.




Esta decisao, vejo-o agora, foi mais que acertada.







Porque será entao que senti a compulsao de ler duas biografias sobre gueishas famosas de um Japao já desaparecido?! Porque as gueishas e seus companheiros samurais? Que relacao possuem elas com a Danca Oriental e suas bailarinas?!










O meu instinto louco-freudiano diz-me que entre as gueishas japonesas e aquilo que se espera das bailarinas de Danca Oriental nao existe tanta diferenca quanto possa parecer, numa primeira instancia. E maravilho-me com o horror da comparacao e das semelhancas mas, como dizem os sábios, só a VERDADE nos liberta.











Em liberdade, sem medo das verdades...








Aqui vou eu, lancada ao Japao e suas amendoeiras em flor, mulheres fantasmas cuja funcao era entreter e seduzir os homens ricos/poderosos da regiao com seus talentos, pontes hollywoodescas e tamanhas contradicoes em mundos nos quais me movo sem jamais fazer parte deles.



Livros da minha compulsao:


1. Madame Sadayakko, The gueisha who seduced the West

Autora: Lesley Downer


2. Geisha, a Life

Autora: Mineko Iwasaki

Tuesday, May 17, 2011

Cairo, dia 17 de Maio, 2011


Rudolf Nureyev, o arrogante genial...


Lendo a biografia de um dos mais reconhecidos e talentosos bailarinos de sempre:
Rudolf Nureyev...
Os bastidores da danca clássica, as conexoes e relacoes de interesse e ambicao desmedida a que ele se entregou para chegar onde chegou, os seus dilemas homossexuais e as contradicoes dignas de uma vida FASCINANTE.

Acima de tudo, os comentários sobre danca e superacao. Este livro está a apaixonar-me, como nao podia deixar de ser...e o meu amor antigo pelo ballet clássico regressa assim, de mansinho, trazendo-me a nostalgia de dias em que aprendi o significado de trabalho árduo, humildade e perfeccionismo.

Parte do meu passado regressa a VIDA na forma da biografia de Nureyev e nao posso deixar de reflectir em como vim de uma Arte onde se atinge a TOTALIDADE através da DOR (sempre presente no ballet clássico) e aterrei em pleno Egipto numa ARTE que se baseia no PRAZER, ALEGRIA e celebracao do corpo tal como ele é.

Afinal, sempre crescemos...sempre.

Saturday, May 7, 2011





A Rainha das Vadias!









Camille Paglia, ali prostrada na minha mesinha de cabeceira decorada com búzios (reminiscentes do útero que a tudo dá a luz), sabonetes, uma vela da cor da paixao e um spray de aroma a lavanda que me induz ao sono num piscar literal de olhos.












Autora maldita, já li algures.



Controversa, sem dúvida.



Para mim, o interesse chega da HONESTIDADE e da CORAGEM em nao plagiar nada nem ninguém e escrever/falar exactamente aquilo que a ELA lhe parece lógico e natural.






Numa era de comerciantes, aduladores, plagiadores profissionais e ratos de biblioteca que nao VIVEM mas pensam VIVER comendo livros, admiro uma MULHER que é ela própria e assim chega as conclusoes mais improváveis através da sua experiencia de vida e conclusoes pessoais e transmissíveis.




Esta autora nao quer agradar a ninguém, que Deus a mantenha sempre lúcida!


E diz aquilo que muitos de nós nem se atreve a pensar...conclusao: ADORO.




"Personas Sexuais" e "Vampes e vadias" sao os dois livros que me desafiam estes dias.


E que venham mais destas Mulheres com úteros vivos e corajosos.


Cansada das imitacoes...

Thursday, April 7, 2011


Cairo, dia 6 de Abril, 2011




Para LER!



Obrigatório.

O melhor livro de ficcao que li nos últimos anos.

Nem tecerei comentários sobre o livro porque desejo que o leiam, partindo do nada.


Maravilhoso!



Monday, January 3, 2011


Cairo, dia 3 de Janeiro, 2011


"As Quarenta Leis do Amor" da autora Elif Shafak
Primeira mencao de 2011 a um livro livro, aprovado e recomendado por mim.
Nao sei se ja existe a traducao em portugues mas, se ainda nao ha, tenho a certeza que havera muito em breve porque sinto o aroma do sucesso para este magnifico livro e sei que atingira o coracao de muita gente.
Sou uma leitora voraz e, cada vez mais, exigente. Se um livro nao me prende nas primeiras paginas, ponho-o logo de lado. Nao se trata de arrogancia mas intolerancia ao aborrecimento. Existem os que sao intolerantes a lactose ou ao marisco. Eu sou intolerante face ao aborrecimento que me causa uma leitura sem consequencias claras no estado da minha alma.
Este livro veio-me parar as maos de forma inesperada e li-o num so golpe.Rapido e certeiro como o meu gatilho (expressao roubada a minha amiga Susana Vitorino!;).
Fala de tanto que seria necessaria uma dissertacao momumental para tocar todos os pontos de interesse possiveis nesta obra mas, resumidamente, posso referir que trata da poesia de RUMI e de como ela nasceu da sua relacao com o derviche Shams de Tabriz.
A historia esta entrelacada em duas dimensoes, uma passada na actualidade e outra no seculo XIII, na Turquia.
As origens da Danca Sufi encontram-se neste livro, bem como uma compreensao mais inteligente, madura e bonita de ver e VIVER o AMOR.
Nem tecerei mais comentarios. Caso encontrem o livro, LEIAM-NO!

Friday, November 12, 2010

Cairo, dia 12 de Novembro, 2010

Esquizofrenia literaria (para quem ainda tinha duvidas de que sou uma viciada em livros)


Para quem ainda tinha duvidas e pensava que eu exagero quando refiro a minha esquizofrenia literaria, aqui vai uma pequena lista do que ando a ler neste preciso momento:

1. O Melhor das Comedias da Vida Privada, Luis Fernando Verissimo (rindo as gargalhadas...material de genio neste livro);

2. An equal music, Vikram seth (autor indiano que me esta a fascinar)

3. Complete Prose, Woody Allen (um dos meus autores/directores fetiche...sem comentarios);

4. Mulheres e Deusas, Rosa Leonor Pedro (obrigada pelo teu luminoso livro, Rosita!);

5. The Da Vinci Code, Dan Brown (sim, sei que estou fora de moda e devo ser a unica pessoa no mundo letrado que ainda nao leu este livro mas ando sempre contra a mare...);

6. Furious Love - Elizabeth Taylor, Richard Burton and the marriage of the century, Sam Kashner & Nancy Schoenberger ( relacao passional e amorosa entre dois genios da representacao mundial, delicioso!).

Entre outras coisinhas que vou petiscando.
Portanto, quem quiser levar-me para uma clinica de reabilitacao, sera Bem-vindo!

Cairo,dia 12 de Novembro, 2010

Crise de nervos: maravilhoso para a economia (com especial destaque para o sector livreiro)

A minha perdicao de consumo Numero 1 sempre foi e continua a ser LIVROS (portugues, espanhol, frances, ingles, latim...em qualquer destes idiomas, o livro marcha que nem gingas).

Nao interessa quantos tomos prioritarios (tomo prioritario soa a uma pomposa designacao dos correios) tenho amontoados no chao e prateleiras da minha casa.
Nem tao pouco interessa a loucura mix leve esquizofrenia que e' ler seis livros (ou mais) ao mesmo tempo com a intensidade de quem devora um unico bilhetinho de meia duzias de palavras essenciais a Humanidade.

A cada livro, dedico toda a minha atencao, energia, carinho pelo toque das folhas e pelo aroma das mesmas que nunca me deixa indiferente. Estou com um deles, nao estou com o outro.
Posso ser infiel mas sou TOTAL nos momentos que usufruo com cada um dos meus amantes.
Escolho os amantes por diversas razoes e ninguem entende como posso estar envolvida com um livro sobre yoga e outro sobre as Comedias da Vida Privada ou culinaria francesa.
Os meus gostos, interesses, impulsos passionais sao ecleticos e, orgulhosamente, impossiveis de entender. Ha pimentas insuspeitadas em esquinas que intuo e eu embarco nelas...Dona Juana de Marco dos livros, da vida...ca c'est moi!


Pareco um homem arabe com muitas esposas e extras (amantes on the side).
O que me distingue do tipico homem arabe e' a abilidade com que eu amo cada um dos livros, a forma como lhes pego e acaricio, a mestria sensual de como saboreio cada pagina e leio cada palavra em voz alta, deliciando-me com a voz das letras... bem podia dar uns cursos a estes homens incompetentes ( O Curso ditaria : "Como satisfazer as suas varias esposas e amantes" - o livro como o corpo da mulher...paralelo inesperado!). Seria um sucesso!

Entro numa livraria ( o meu equivalente da taberna para os alcoolicos ou simples amantes do tintol) e...ZAS!!! ZAS!!!! ZAS!!!

E ainda outro ZAS...tantos livros me parecem interessantes e urgentes de serem lidos. Acho que o CARPE DIEM se aplica, em mim, a leitura de livros. Agindo como se nao existisse amanha nem depois, compro mais um e outro livro com mais olhos que barriga e com um prazer consumista que nao tenho por roupas e outros itens mais associados a mulherada.

Em tempos de crise (nao so economica mas tambem de nervos - os meus!), o negocio floresce a minha custa. Quando me da forte e estou prestes a explodir, o meu escape passa, invarivelmente, pela aquisicao de novos livros e o mergulho evasivo neles que me permita fugir a realidade e assim retomar energias para saber como seguir em diante sem explodir nem agir de forma pouco inteligente.

Quando as hormonas, os nervos, as flutuacoes emocionais e as experiencias dificeis se unem num complot que mais parece uma campanha perversa de Deus para testar, pela milesima vez, o quanto sou forte, nao ha boteco nem droga a que eu possa recorrer senao os LIVROS.

Livros, livros, livros...
Para me esconder.
Para me reestruturar por dentro e re-ganhar as energias totalmente perdidas.
Para me abrir a mente, um pouco mais (porque a mente e' um musculo com amplitude ilimitada).
Para aprender e reflectir sobre realidade dentro e fora de mim, fazendo as escolhas mais acertadas (as mais inteligentes, quero eu dizer).
Para ter prazer em cada palavra e acreditar que o mundo nao vai ser sempre assim tao negro e que melhores dias virao.

O sector livreiro devia patrocinar as minhas crises de nervos como a Agua Evian devia patrocinar os meus espectaculos. Dois luxos de que nao prescindo e aos quais recorro, talvez com exagero (porque eu sou exagerada em tudo), sempre que me sinto a derrapar...

O que aprendi nos livros?!

1. Que tudo muda. Hoje em baixo, amanha em cima. A Roda da Fortuna segue, implacavelmente, rodando...

2. Que existem dias em que nem mesmo a pessoa mais positiva do mundo se consegue levantar do chao mas que, invariavelmente, chega o momento em que o faz e segue em frente porque a VIDA nao fica parada, assistindo na primeira plateia as nossas tristezas e desanimos.

3. Que um livro nao substitui a experiencia da VIDA real mas que pode ser mais real do que a VIDA.

Monday, November 8, 2010

Cairo, dia 9 de Novembro, 2010


Amor Furioso (historia de amor entre Elizabeth Taylor e Richard Burton)


Ando perdida de amores com o livro que conta a explosiva e visceral historia de amor entre estes dois actores- lendas - de Hollywood.


Entre a loucura da criacao artistica e a loucura da paixao que os uniu - e quase destruiu - ate ao fim das suas vidas, este casal era fogo e verdade, depravacao e fragilidade.
Os autores do livro sao Sam Kashner & Nancy Schoenberger. Nao sei se o encontrarao traduzido em portugues mas valera a pena tentar encontra-lo.
No dialogo entre Cleopatra e o seu amado (Elisabeth Taylor e Richard Burton na vida como na representacao) no epico filme CLEOPATRA, eis o curto e delicioso dialogo que resume toda a (i)moral(idade) da historia:
"Marco Antonio, que aconteceu? - Ela inquiriu com insistencia.
Ao que ele respondeu:
- A mim? Tu aconteceste-me a mim."

Tuesday, November 2, 2010

Cairo, dia 2 de Novembro, 2010

Rindo a bandeiras despregadas com...

Luis Fernando Verissimo (escritor brasileiro) e as suas COMEDIAS da VIDA PRIVADA.
Hilariante.

Havia ja muito tempo que nao me ria com tanto gosto -e tao descontroladamente - no cafe onde tomo o meu cappuccino ou entre espectaculos, sob o olhar atento e estupefacto de tecnicos, assistentes e musicos que observam, meio hipnotizada pelo livro e rindo comigo mesma como se nao houvesse amanha.
Termino um espectaculo e la me recolho eu ( meio alucinada ) ao mundo delicioso deste autor e dos dramas tragico-comicos que descreve da vida privada de todos nos.
Como a minha vivencia no Egipto o comprova, a realidade e' mil vezes mais expressiva, incrivel e fascinante do que a ficcao. Um bom escritor so tem de estar atento e saber descrever - pintar - o que observa ao seu redor.

Os comportamentos humanos sempre me fascinaram e a questao PORQUE??? reside na minha boca desde que me conheco por gente. Como nao sentir-me apaixonada por este livro?!
E como pode alguem descrever com tamanho sentido de humor essas contradicoes que nos tornam HUMANOS e, frequentemente, ridiculos de tao incoerentes que somos...
Aaahhhhh, uma delicia rirmo-nos de nos proprios. E tambem um exercicio de inteligencia.:)


As idiossincracias, ironias e docura -por vezes, cruel - dos comportamentos humanos aqui descritas nesta biblia do bom humor de forma inteligente, subtil, picante, com o equilibrio genial entre uma boa dose de REALIDADE e uma proporcional dose de SONHO e INGENUIDADE.

Estou in lobe...( e recordo que adoro rir descontroladamente...faz bem a tudo, parece-me...).

Friday, October 8, 2010


Algures no fundo do poço, dia 7 de Outubro, 2010


LUZES.


"Pensamento é Causa;

experiência é efeito.


Se não gosta dos efeitos que existem na sua vida, tem de mudar

a natureza do seu pensamento.

O amor que existe na sua mente produz amor na sua vida.

Este é o significado de Céu.

O medo na sua mente produz o medo na sua vida.

Este é o significado de Inferno.

Uma mudança naquilo que pensamos sobre a vida produz uma mudança em como nós a experimentamos.

Dizer "MEu Deus,liberta-me do Inferno" significa

"Meu Deus, liberta-me dos meus pensamentos de medo." O altar de Deus está na mente humana.

"Não consagrar o altar " significa encher a mente com pensamentos sem amor."

Excerto do maravilhoso livro "Regresso ao amor" de Marianne Williamson

Saturday, August 28, 2010

Cairo, dia 28 de Agosto, 2010

Lendo...

Pois que me perdoem os seguidores do meu blogue em português mas as ausências de referências a leituras devem-se ao facto de eu ter acesso a delícias literárias em inglês e muito pouco contacto com aquilo que se edita em Portugal.
No entanto, e sem saber se estes livros se encontram disponíveis no nosso país, aqui vai o que me tem preenchido a mente (ou partes dela):

1. ZEN, do autor OSHO. Místico indiano, também conhecido por "ganda maluco" que é como quem diz, GÉNIO com uma lucidez atroz. Este livro tem sido um bálsamo para a Alma cansada dos revezes da vida. A VERDADE liberta-nos sempre, é o que eu costumo dizer. Neste livro, existe muito dessa libertação vinda da mais pura e crua VERDADE.

2. ISLAND BENEATH THE SEA, último livro da autora chilena Isabel Allende (que eu adoro, adoro, adoro!). Esta escrita quente que só os escritores da América Latina nos dão PLUS uma história repleta de informações sobre magia, história e geografia emocional do Havai. Ficção do melhor, misturada com factos que me enriquecem o coração e a cultura geral.
Calor e açucar em cada palavra. Um prazer de ler.

3. Terminei o THE NOTEBOOK, do autor Nicholas Sparks e, pela primeira vez, prefiro o filme baseado no livro do que o livro. Do alto (ou baixo) da minha ignorância, a escrita do Nicholas Sparks é pobre e o facto de ele produzir best-seller atrás de best-seller é assustador para mim. Descrição horrível de cenas de amor, falta de imaginação e subtileza e lugares comuns atrás de lugares comuns. Nem quero imaginar como são os outros livros dele. Fiquei o contrário de fã.
Gosto de uma boa história mas a qualidade da escrita não me passa ao lado. Como leitora, sei quando sou desafiada e respeitada ou quando o escritor me toma por ignorante e estúpida.
Desilusão. O filme é 100000000000000 vezes melhor e eleva o livro a um altar que a sua escrita não faz justiça.

4. A minha revista OPRAH. Vício mensal. Indispensável como o ar que respiro. Para mim, a melhor revista do mundo!Pego nela como se fosse um bebé.:)