Sunday, January 17, 2010

Cairo, dia 17 de Janeiro, 2010


Trocas e paixao assolapada!

Qualquer artista vos dira que aquilo que faz so tem sentido se o publico existir.
Vou mais longe que isso quando afirmo e asseguro com toda a conviccao que a arte sera sempre feita a dois: entre o artista e o publico que a recebe.
Os espectaculos de ontem foram bem exemplo disso.
Tres espectaculos totalmente diferentes e moldados pelos publicos que me rodearam. Os dois primeiros espectaculos foram, simplesmente, MARAVILHOSOS e sera impossivel descrever o amor e reconhecimento com que fui banhada.
Muita gente de embaixadas e do Governo egipcio - que os gerentes consideram VIP mas que, para mim, sao exactamente o mesmo que qualquer outra pessoa que venha assistir ao meu trabalho. Egipcios que ja me conheciam e que queriam repetir a dose e simples desconhecidos que me apreciaram com um carinhoe um respeito que me deixam sem palavras.

Depois chegou o ultimo espectaculo da noite e ja estava eu preparada para mais uma sessao de fogo de artificio na Alma quando me deparei com um publico frio, desinteressado e arrogante (um grupo de italianos). Pensei que ainda conseguiria apanhar o touro pelos cornos (desculpem-me a expressao!) mas foi uma empresa falhada.
Sim, toda a gente estava atenta e bateu palmas quando era suposto bater.
Sim, havia sorrisos e camaras apontadas para mim.
Sim, ate havia um ocasional elogio atirado nao sei de que esquina mas nada disso pode compensar a frieza que senti durante todo o espectaculo.

RESULTADO:
O espectaculo, na minha perspectiva, foi um arrastar de momentos nao partilhados que morreram no percurso ate ao final da noite. A paixao e tudo aquilo que eu queria transmitir ao publico foi sendo deixado para tras como gomos de uva que vao caindo de uma cesta furada...
Triste.
E mais uma prova de que cada espectaculo sera sempre e somente construido pelo/s artista/s e pelo seu publico. Existe uma TROCA, eu dou e recebo. Sem isso, o espectaculo esta morto.

PEDIDO:

Pedindo a Deus que me envie sempre quem estiver preparado para receber o que tenho para oferecer. Ser feliz no palco e unir-me a quem esta ao meu redor...nao ambiciono nada mais.

PAIXAO ASSOLAPADA:
Detalhe curioso da noite:
Mais uma visitinha simpatica da policia passando vistoria a toda a minha equipa. Ja comeca a ser tortura...ou paixao?! Ainda ha poucos dias la estiveram e, novamente, ali estiveram eles vendo o meu espectaculo, procurando razoes para me causar problemas e querendo, por tudo neste mundo, falar comigo.
Cortesia dos gerentes: Nao deixar que os policias falassem pessoalmente comigo apenas por capricho (ou assedio). Os meus papeis de trabalho foram apresentados por terceiros e eu mantive-me sempre inacessivel, recolhida no meu camarim enquanto os abutres tentavam, por todos os meios, chegar a fala comigo.

Regressei a casa exausta. Para la de exausta...
A perseguicao que estes homens fazem a bailarinas como eu - que trabalham honestamente e honram a dignidade da cultura/danca egipcia com sacrificio e amor -ja passou a ser perseguicao e tortura psicologica.
Nao descortinei qual sera a verdadeira razao de toda esta pressao mas tem de haver um objectivo submerso neste absurdo.

Onde estao estes policias quando sitios/night-clubs como os da rua das Piramides estao cheios de drogas e prostitutas?
Onde estao eles quando os pachas deste Egipto passam as noites com garrafas de whisky numa mao e haxixe/cocaina na outra ( e com umas quantas prostitutas penduradas no casaco)?

Saturday, January 16, 2010


Cairo, dia 16 de Janeiro, 2010

"Mariza na Ópera do Cairo"

Hoje vou a correr à Ópera do Cairo comprar bilhetes para ver a "nossa" Mariza actuar daqui a poucos dias.
Não sou grande fã da Mariza - depois da Amália, existe Camané! - mas o facto de se tratar de uma portuguesa de sucesso no mundo deixa-me à beira das lágrimas rebentando de orgulho.
Não partilho do tão comum sentimento pequeno da inveja. Encho-me de força e fé quando vejo alguém do meu país vencendo no mundo e mostrando a nossa raça e Mariza é bom exemplo disso.

Hoje vou passar pelo poster que anuncia o seu concerto e mais uma lágrima me correrá pela alma a baixo.
Vivam os portugueses que levam o nome e o orgulho do nosso país aos quatro cantos do mundo!
Sigam este link e escutem um pouco de Portugal atraves da voz da Mariza:

Cairo, dia 13 de Janeiro, 2010

“Brainstorming com compositores egípcios”


Mais um teste, de entre tantos, à minha sanidade mental, intuíção e perspicácia.
Encontros e mais encontros com diversos compositores egípcios que, supostamente, me farão uma –ou mais! – músicas a partir do nada.
Quem eu sou, como me expresso e como danço são apenas algumas das primeiras “simples” questões que estes homens me colocam a fim de descortinarem um pouco do meu mundo e nele entrarem para compôr.

Discussão de ideias, audição de trabalhos já feitos, indicações da minha parte e uma leitura rápida da eventual criatividade e talento dos ditos cujos.
Compor para dança oriental não é tarefa fácil e compor para mim, em particular, poderá vir a ser, isso sim, um teste à sanidade mental do compositor e não à minha.

Não só sei muito bem o que quero (e o que não quero) como me conheço musicalmente e procuro algo NOVO dentro de um estilo que é, em si mesmo, antigo e tradicional. Como criar algo fresco, ainda não visto/escutado sem abandonar a sentimento e a riqueza musical do estilo oriental (“sharki”)?!

A procura de uma boa música não é difícil mas a procura de uma música revolucionária é, sem dúvida, uma procura de agulhas finíssimas num palheiro imenso e sobrecarregado de lixo.

Tenho uma imensa sede de fazer coisas novas, crescer em várias direcções e frustra-me que a dança dependa tanto, mas tanto, da música. Quando se carrega uma ideia e ambição na cabeça e não se encontram os parceiros criativos que a possam compreender e acompanhar cria-se uma sensação de isolamento sem fim...
Não existe dança revolucionária sem uma música com essa qualidade pot trás dela. Onde está essa música?!

A minha cabeça está prestes a explodir....
Já escutei tantas músicas – com a atenção de quem as quer assimilar profundamente - que a minha cabeça pulsa com notas musicais e ritmos. Imparável...desconcertante.


PERSPICÁCIA:

Truque comum nos compositores/músicos egípcios: fazem colagens/montagens de músicas já existentes e tentam impingi-las como se fossem novas.
Aqui entra a minha perspicácia. Reconheço cada cópia como se a tivesse ouvido mil vezes e a mim, nesse campo, não me “fazem a cama”!

Vendem a sua música como se fosse a melhor do mundo com uma convicção que nos poderia fazer confundir Beethoven com o afamado artista “Zé Cabra”.
Eu escuto porcaria, pura e simples e eles exclamam e suspiram pelos altos ares o quão bela e formidável – e outros adjectivos – a música é. Chego a duvidar dos meus próprios ouvidos mas, quando volto a recuperar da lavagem cerebral que me tentam fazer, reconheço a mais pura verdade:
“Sim, isto é mesmo porcaria pura!”


SANIDADE MENTAL:


Já passei por quatro compositores diferentes neste “shopping tour” que encetei no mundo das músicas e cantigas egípcias.
Tal como se faz no mercado das couves, a escolha e negociação das músicas é feita através do regateio. Escuto uma música que me agrada e finjo que me é indiferente para o preço da mesma não subir em catadupa num segundo.
O compositor fala-me em não sei quantos milhares de libras egípcios. Eu regateio – o que detesto fazer! – e ofereço tal. Ele, por seu lado, oferece um desconto na gravação em estúdio e mais uma entradazinha em cena feita à minha medida (como “presente”)...
Como se pode discutir arte de forma tão comesinha, não sei...isto choca-me.

Continuo a confirmar que não pertenço a este mundo. Ando com os pés lá em cima e regatear músicas como se regateia um saco de batatas ainda é coisa que me faz confusão.

Escutei, escutei, escutei. Montei, na minha cabeça, mil danças e coreografias possíveis. Procurei a luz dentro dos túneis escuros da convenção pesada que aqui reina e ainda não encontrei “o que quero”.



Detalhe "freak":


Um dos compositores com quem tenho privado - musicalmente falando - está morto.

UUUUUUUUUUHHHHHHHHHHHH.......... (sim, este "uuuuuuuhhhhhhh" é substancialmente parvo mas faz todo o sentido neste contexto).


Sim, leram bem. O senhor - que Deus o guarde e lhe dê paz - é/era um grande compositor egípcio que trabalhou para todas as grandes estrelas (Nagwa Fouad, Fifi Abdou, entre muitas outras) e que já encetou a viagem de regresso à casa dos Anjos.


O filho do senhor soube que eu andava à procura de compositores e fez chegar até mim composições inéditas que o pai deixou prontas aquando ainda em vida. Cassetes do tempo da Maria Caxuxa com composições inteiras que muito poucos ouviram e que eu poderei comprar para mim.

Conferenciar com um compositor já falecido tem os seus benefícios e inconvenientes:

Por um lado, o compositor não impõe nada. Eu posso alterar o que desejar nas músicas que compre e o pobre compositor pode, desde lá de cima ou lá de baixo, revolver os olhos e enervar-se mas nada pode fazer quando ao resultado final do episódio.
Posso perguntar, como quem não quer a coisa:
- Eh, pá...a música está fantástica mas aquela parte do ritmo "khalleegy" irrita-me e não vai nada comigo ou a entrada que já ouvi nas músicas desta e daquela bailarina ou até mesmo o fecho da música que é demasiado convencional...e, já que estamos a discutir abertamente o assunto...e que tal se eu incluir por aqui um "taksim" de nay para levantar a moral à orquestra e me elevar o espírito? Ou ainda o ritmo da entrada que está mais batido do que os tapetes persas do mundo árabe? Vai uma mudançazinha ou não? Eu sei que o senhor é bastante flexível...os grandes artistas são sempre gente simples e de alma grande e aberta...então, que me diz?
(Silêncio). Leme tremor da minha perna que eu interpreto como um claro sinal de consentimento lá "de cima".
- Então, estamos muito pacíficos, hãaa?!...parece-me que entramos em consenso...que lhe parece? - Insisto eu porque gosto de respeitar a liberdade criativa dos músicos que comigo trabalham.
(Silêncio). Uma mosca pousa-me no joelho e olha-me fixamente (juro!) e é agora que sei, de facto, que se trata de um claro sinal divino. Além disso, quem cala, consente (sábio povo!).

Existe sempre o risco de ser perseguida pelo seu espírito até que leve a sua avante mas eu não me deixo intimidar por fantasmas.


Por outro lado, a ausência do compositor limita a minha criatividade e poder de intervenção porque as músicas estão concluídas e não foram compostas a pensar em mim. Eu tenho de adaptar-me às músicas, em vez de ser o compositor a adaptar-se a mim.

Não se pode ter tudo.


Será que, com a meditação certa e muita força de vontade, consigo sintonizar o espírito de Beethoven para compor para mim?! (Sim, este é outro detalhe extremamente parvo mas que, convenhamos novamente, também se encontra dentro do contexto).

Saudações a todos os espíritos de Luz (em especial, aos músicos geniais de todo o mundo que seguem inspirando-me).


PEDIDO de SOCORRO:
Alguém me envia um compositor revolucionário que possa entrar na minha cabeça e no meu coração e dali retirar a génese da música que busco?!
Cairo, dia 11 de Janeiro, 2010

“Ressaca”

Terceiro dia seguido em que não actuei-dancei.
Estou de ressaca e com todos os sintomas da mesma (irritação extrema, stress exagerado, um mau humor terrível e um pintar do dia de cinzento, leve sensação de asfixia, dores no corpo e uma falta urgente de algo que não sei definir).

É a primeira vez, em muito tempo, que estou tanto tempo (?!) sem actuar e, embora saiba que depois de amanhã já estou de regresso “às tábuas”, a ligeira depressão que me consome quando não me exponho no palco chega a ser assustadora.

Falta-me o que, exactamente?
A evasão. A adrenalina. A alegria de fazer algo que toca outras pessoas. O sentido de realização por produzir beleza, arte, VIDA...

Esta ressaca...de onde vem?
Será a dança um vício e fuga a algo que não logro definir?
Esta urgência de dançar para os OUTROS, de onde vem?
Cairo, dia 10 de Janeiro, 2010

“Preconceitos (?!)”


A pressuposta hegemonia cultural, política e até mental do Ocidente em relação ao Oriente já é matéria antiga.
Este país foi tão ocupado, explorado e torturado por ordes de estrangeiros que os próprios egípcios ainda carregam um certo ódio antigo – silencioso mas presente – ao “estrangeiro” ao mesmo tempo que lhe invejam a inteligência e os benefícios que pensam usufruir com a sua tecnologia e liberdade pessoal.

Do lado do estrangeiro que vive diariamente num país como este terá de existir um equilíbrio, humildade e uma ímpar perspicácia para não resvalar para a comum assumpção de que nós, Ocidentais, somos superiores aos locais.

Vivo rodeada de egípcios e árabes, ao contrário de muitos estrangeiros que conheço e que conseguem habitar na cidade do Cairo sem viver, de facto, nela e com ela. As comunidades fecham-se sobre si mesmas por uma questão de conforto e até de sobrevivência mas eu incluo-me numa área totalmente exposta aos locais. Não há como não misturar-me e imbuir-me do lado humano deste país. Grande parte da minha evolução como bailarina passa, precisamente, pela assimilação de aspectos culturais e mentais que só se “apanham” quando convivemos diariamente com as pessoas de cá.

Com essa exposição e propositada “mistura” vem muita aprendizagem mas também dores de cabeça várias, problemas sem fim e episódios frequentes que me fazem pensar como eu própria consigo ser arrogante e preconceituosa.

Preconceito mais comum (meu!):
Sou mais inteligente, honesta e eficaz do que todos os egípcios/árabes com quem lido pessoal e profissionalmente.
É difícil não cair nesta tentação porque a maioria dos locais parecem estar dopados com haxixe ou algo do género que os deixa lentos de raciocínio e lhes elimina os pudores éticos ou de qualquer outra espécie.
Sei que este preconceito meu atira um bocado a "xica esperta" mas é inevitável cair nesta tentação quando, de facto, observo que o cérebro dos que me rodeiam é mais lento e ineficaz do que o meu em doses assustadoramente reveladoras.
Quero MUITO mas MUITO estar errada...


Preconceito inesperado:
Descobri que um dos músicos centrais da minha orquestra é casado com tres mulheres ( a lei muçulmana permite que o homem possa casar-se com o máximo de 4 mulheres, na condição de as manter financeiramente satisfeitas de igual forma).
Resultado: fiquei-lhe com um “pó” daqueles! Em vez de olhar para ele com a consideração e respeito que dou a um artista respeitável, passei a ver apenas um porquinho chauvinista que circula de cama legalizada para outra cama legalizada e, por isso, se assume como um grande homem. O desrespeito à MULHER e à sua dignidade consomem-me as entranhas, confesso...

Desde que soube que ele é polígamo assumido (porque os há, se há!, que são polígamos não assumidos) ganhei-lhe uma aversão injusta na medida em que a sua vida privada e códigos morais – ou até o seu discutível valor como homem – nada têm a ver com a qualidade do trabalho que me apresenta e com a relação profissional que tem comigo.
Ou terá?!
Se eu agora decidisse entregar-me às enigmáticas delícias do sado-masoquismo no resguardo do meu singelo lar tornar-me-ía numa pior profissional? A inspiração e a qualidade do meu trabalho ficariam afectadas com as correntes e amarranços violentos aos mastros da minha cama de dossel?
A lingerie gótica e o chicote tornar-me-íam numa pior artista?

Estas são questões às quais eu não sei responder. Isso ficará para quando – e se! - me render ao sub-mundo do sado-masoquismo.

A questão é :
Até onde vão os nossos preconceitos e até que ponto temos o direito de opinar sobre o CERTO e o ERRADO na vida alheia. Os eternos confrontos entre o Oriente e o Ocidente parecem não desvanecer-se.
Quem são os bárbaros? Nós ou eles? Ou ambos? Como definir CERTO e ERRADO com olhos abertos e justos? Haverá uma ética-moral universais que se possam aplicar a todos os seres humanos e por estes serem compreendidos?

Eu vejo o meu percussionista como um homem das cavernas desde que soube da sua triste “ménage a trois” matrimonial mas ele, provavelmente, também me vê como uma extra-terrestre por ser aversa à ideia de casamento (acontecimento central na vida de um árabe ou muçulmano) ou por me recusar a passar pela cama dos “pachás” do dinheiro daí colhendo dividendos para mim e para toda a minha equipa.


Estou confusa. Alguém poderá iluminar-me nesta questão?!

É que chego ao cúmulo de nem o querer cumprimentar e isso é grave quando trabalho com o dito cujo quase diariamente e quando se trata do músico com quem mais interajo em palco.

Será este um preconceito meu?! Até que ponto é que eu tenho o direito de julgar a poligamia de alguém e como não deixar-me afectar pela escolha pessoal da vida de cada um???
Porque será que tenho de misturar a conduta do senhor com o seu lado profissional?!
E porque me sinto tão chocada e desiludida com um homem que é apenas meu músico?!

Questões, questões, questões...alguém me envia uma luzinha?

Tuesday, January 5, 2010






Cairo, dia 4 de Janeiro, 2010





Joana Saahirah do Cairo em Portugal -
Dia 28 de Fevereiro (Domingo), 2010




Joana S. é a portuguesa que está a dar que falar no Egipto!
Actriz e bailarina profissional, actua diariamente com a sua orquestra egípcia nalguns dos mais conceituados pontos de encontros culturais do Cairo.

O seu estilo genuinamente egípcio (Alma, alma, alma!) conquistou os nativos do país árabe e os estrangeiros que vêm um pouco de todo o mundo para a ver actuar. Além da sua actividade como bailarina, coreógrafa e formadora (Joana ministra Dança Oriental e Folclore Egípcio um pouco por todo o mundo), Joana criou os seus BLOGUES “Diários do Egipto” ( versões inglesa e portuguesa no seu website: www.joanabellydance.com ) originando mais um ponto de ligação e entendimento entre o mundo oriental e o ocidental.Joana ensina regularmente no Cairo e assiste o Mestre da Dança Egípcia Mahmoud Reda em todos os Workshops realizados no Egipto.

Encontra-se, neste momento, a concluir o seu primeiro livro sobre a sua experiência pessoal e profissional no Médio Oriente e a actuar regularmente com a sua orquestra no grande



“NILE MAXIM”, Cairo.


PROGRAMA :

Oriental das Estrelas /Folclore pop moderno

Dia 28 de Fevereiro (Domingo), 2010


LOCAL:

Clube House, Avenida da Peregrinação, lote 4, 41.1 Moscavide (Parque das Nações, antiga EXPO)

HORÁRIOS:

Das 11.00h às 14.00h - “Oriental das Estrelas”
Técnica e Coreografia de estilo Oriental e criação de estilo próprio para cada bailarina

Das 15.30h às 16.30h - Sessão de “SAGATS” estilo “Gawazy” ( pode trazer os seus próprios sagats ou adquirir um par no nosso Bazar Oriental)

Das 17.00h às 20.00h - Técnica e Coreografia de Saiidi Pop Moderno.


CONTEÚDO DOS WORKSHOPS:

* “Oriental das Estrelas“ - Técnica e coreografia com os passos e movimentos das grandes estrelas da Dança Oriental ensinados a partir da experiência que Joana tem acumulado actuando no Médio Oriente - como recriar o que se aprende transformando-o no nosso estilo Único e Irrepetível.

* Sagats - técnica conjugada com dança tradicional das “Ghawazy”* Saiidi Pop Moderno - Técnica e coreografia (festivo, louco e moderno mas com o sabor do autêntico Saiidi)


PREÇOS:

1 Workshop+ 1 sessão de SAGATS, estilo Ghawazy (3 horas de formação, de manhã OU à tarde + 1 hora de SAGATS ): 50 euros

2 Workshops + 1 sessão de SAGATS, estilo Ghawazy (6 horas de formação, de manhã E à tarde + 1 hora de SAGATS): 70 euros

*Sessão de Sagats, estilo “Ghawazy“: 1 hora (incluido no preço dos outros Workshops )


PREÇO PROMOCIONAL (ATÉ DIA 15 de JANEIRO de 2010):

1 Workshop (com sessão de sagats incluida): 40 euros

2 Workshops (com sessão de sagats incluida): 55 euros

DATA LIMITE PARA INSCRIÇÕES:

13 de Fevereiro de 2010.
Depois desta data, existe uma penalização de 30 euros aplicada ao preço de cada Workshop.


***BAZAR ORIENTAL:
Exposição e venda de artigos relativos à Dança Oriental em local adjacente à sala onde decorrem os workshops.Os últimos cds do Egipto, novos trajes e lenços de alta qualidade para bailarinas, sagats, véus , dvds de Dança Oriental e muito mais... aberto das 11.00h às 19.30h a participantes dos workshops e não participantes.NOVA COLECÇÃO DE TRAJES DE DANÇA ORIENTAL DESENHADOS POR JOANA S. E CONFECCIONADOS NO CAIRO :Dança com Alma. Trajes com Alma!


***Formas de pagamento:

Para inscrever-se e garantir a sua participação no evento, terá de efectuar o pagamento do mesmo através de transferência multibanco para a conta com o
NIB: 0007 0075 000 1125 000536 ou envio de cheque ( no caso de preferir enviar-nos o cheque por correio, peça-nos a morada da Dança Mágica ).

Após ter efectuado a transferência ou enviado o pagamento, terá de informar-nos a data em que fez a transferência e o nome ( com respectivo email e tm) em que fica efectuada a inscrição através dos seguintes contactos:joanabellydance@sapo.pt / dancemagica@gmail.com
TM: 00351 - 96 642 7997 (Portugal) /TM: 002 - 012 258 8817 (Egipto)


Cairo, dia 4 de Janeiro, 2010

“Mais encontros imediatos de 3º grau”

Quando o tempo que nos reside nas mãos é limitado para tudo e todos os que são importantes na nossa vida, a selecção das pessoas com quem queremos partilhar esse mesmo precioso bem – o tempo!!! – torna-se rigorosa e, no meu caso, inflexível.

Regra Nº 1:


Não faço “fretes” a pessoal de quem não gosto. Ainda não desenvolvi essa qualidade empática com o Universo que permite a algumas almas iluminadas aceitarem totalmente TODA A GENTE exactamente como eles são, mesmo quando se trata de diabos à solta. Eu ainda não possuo essa qualidade e, pelo andar da minha carruagem interna, parece-me que nunca o possuirei.
Sim, eu aceito toda a gente com os seus demónios e imperfeições (também eu os tenho) mas prefiro manter determinadas pessoas à distância, desejando-lhes o melhor que a vida tem mas fazendo questão de não as ver à frente.

Regra Nº 2:

Em compensação pelo tempo que já não dispenso a quem não me interessa, tento dar atenção a quem a merece. É certo e sabido que sou uma pessoa orientada para a minha ARTE. Vivo e respiro dança, música, cinema, pintura, BELEZA. É para isso que vivo e já sacrifiquei relações pessoais valiosas em prole do meu trabalho mas a consciência de olhar com “olhos de ver” para quem tem valor (segundo o meu – subjectivo – critério, devo salvaguardar) aumenta diariamente.
Pode ser um amigo, um familiar, uma aluna, um desconhecido ou um mendigo da rua. Pode ser toda a gente e, no entanto, tão rara gente!

ENCONTROS IMEDIATOS DE 3º GRAU

Vejo este novo ano amanhecer com um tom diferente. Urgência de saltar mais alto, reformular, destruir para construir algo melhor de raíz, desejo de tempestades e revoluções que me levem onde ainda não fui. Este é O ANO.

Ninguém leva avante uma revolução sozinho e, por isso, tenho gozado alguns encontros de “3º grau” que apareceram mesmo, mesmo na aurora de 2010.
Pessoas que me ensinam, abrem portas e possibilidades.
Pessoas com uma inesperada bagagem de sabedoria que me dão novas asas para voar.

Queria que estes encontros de 3º grau – os bons! – se multiplicassem durante este ano porque, confesso, estou muito cansada de gente com mente e coração pequenos.
Brindo ao novo ano como a Deusa Kali brinda à trágica destruíção do Universo. Não há vida sem morte.