Monday, March 22, 2010










Cairo, dia 22 de Marco, 2010

Metamorfoses

Imagens de espectaculos POS-INDIA.

Tuesday, March 16, 2010












Cairo, dia 14 de Marco, 2010

Mais imagens da India ... parte (???)

Eu.
Diversas situacoes na India.
Denominador comum: Eu (sempre em transformacao).
Agradeco a Deus por esta miraculosa viagem e pela capacidade que Ele me deu para dela aprender e atraves dela me transformar/crescer.



Cairo, dia 14 de Marco, 2010

Os pes


Peco desculpa, novamente, pelos acentos que faltam a muitas letras destes ultimos posts. Isso nao se deve a uma ignorancia minha mas ao meu teclado egipcio (com que tenho escrito ultimamente)que nao possui as nossas pontuacoes.
Postos os pontos nos IS (sem o seu caracteristico ponto), aqui vai a minha homenagem aos Pes, essa parte anatomica que descuro tanto e que relembrei, finalmente, durante a minha viagem a India.

Como bailarina profissional, dependo dos pes em tudo. Sao a minha base, o sustento fisico e espiritual, o que marca o ritmo e o que me liga a Terra.
Importantissimos para mim e tao negligenciados...

Andei descalca 90% do tempo que passei na India (para meu deleite). A entrada nos templos (hindus, muculmanos, sikhs, budistas, etc) exige os sapatinhos a entrada amontoados em armarios caoticos onde se perdem as cores e as identidades dos seus donos.

Segundo o sistema de castas indiano, os pes correspondem a casta mais baixa, a dos Intocaveis. Isto deve-se, entre varias outras razoes, ao facto de que os nossos pes andam em contacto permanente com o mundo material e impuro (solo/chao) e estao a baixo do chackra da sobrevivencia, o mais basico de todos e mais proximo a nossa dimensao animal.

Os sapatos carregam, por isso, a carga de sujidade do lado mundano do Universo (para alem dos germes e afins das ruas em que caminhamos). Dai ter andando quase toda a viagem descalcinha da Sousa e feliz por isso. O meu lado cigano vem ao de cima muito facilmente... :)

Os aneis que se podem observar nos pes das mulheres indianos nunca sao de ouro
(profusamente usado na parte superior do corpo)mas de prata, considerado um metal menos nobre do que o ouro. Usar ouro nos pes seria uma ofensa a Deusa Lakshmi (Deusa da Riqueza/Abundancia espiritual e material) e a todo o sistema de crencas hindu.

Ca por mim, usava diamantes nos pes. Este seria o meu desafio as crencas hindus.
A minha fantasia de consumo sera sempre uma pulseira para os tornozelos e um anel para os pes em diamantes.

Nunca renunciando a minha realidade material, venero os meus pes como jamais o havia feito antes.
Mais um efeito secundario provocado pela India.

Sunday, March 14, 2010




Cairo, dia 13 de Marco, 2010

India blues...

Sofro daquilo a que decidi chamar - na falta de nome mais adequado - India Blues.
Como o proprio nome indica, nao chega a ser depressao mas uma tristeza nostalgica, uma saudade cronica e suportavel mas a margem do demasiado...

Por outras palavras:
Sinto saudades da India.
Saudades do inexplicavel estado de alma que de mim se apoderou quando me banhei no Ganges ou quando senti aromas subitos vindos dos campos plantados de flores sem fim.

Como se define a saudade?!
Nos, portugueses, sabemos bem que tipo de saudade nao se define. Pois sera dessa que sofro.

Ja penso...quando sera que poderei ir, novamente, a India?!

Saturday, March 13, 2010


Cairo, dia 12 de Marco, 2010

A minha foto favorita - India



Cairo, dia 12 de Marco, 2010

KIKASSO, o sosia indiano de Picasso!

Mais uma personagem inesquecivel da minha viagem: Mr. Kikasso.
So o nome ja me delicia.
Pintor de Pushkar que se assume admirador incondicional e seguidor - com as respectivas adaptacoes temporais e culturais - do espanhol Picasso.

Conversei com o Kikasso, ri-me a bandeiras despregadas sem razao aparente e apaixonei-me por mais um homem original. Sempre me apaixonarei por ORIGINAIS!
Aqui esta um deles.




Cairo, dia 12 de Marco, 2010

Menino triste em Pushkar

Permaneci levemente aterrorizada com a tristeza e revolta envoltas no olhar deste menino.

Possuo uma paixao pelo detalhe, pelo que nao foi explicado, pelo misterioso.
Uma curiosidade insaciavel que me faz reparar naquilo em que mais ninguem repara.
Sou do clube dos que fitam as arvores e os olhos perturbados de meninos que, segundo a sua idade cronologica, ainda deviam ser leves e alegres como as inconscientes flores num campo primaveril.

Sou do clube dos que aprendem com tudo, ate com a tristeza.