Wednesday, February 20, 2013

Mergulhando~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Nota de rodapé para a mente da minha alma.

"Acredito na inspiração mas ela tem de encontrar-me a trabalhar." Pablo Picasso



"Aquilo que distingue realmente uma criança de tudo o resto que é vivo no Universo é a capacidade enorme de sua absorção no jogo. A capacidade enorme de imaginar que as coisas efectivamente estão surgindo como ao toque mágico de uma vara de fada e fazer que perante isso o tempo não exista. O milagre que uma criança faz quotidianamente no mundo é aquele milagre de conseguir que o tempo desapareça de sua vida na realidade.

 Aquela historieta que se conta do monge da Idade Média que esteve trezentos anos ouvindo um rouxinol cantar e teve por aí a ideia do que deve ser a eternidade, esse milagre de monge medieval é repetido realmente pela criança todos os dias quando brinca. Tempo para ela desaparece, e é o adulto que vem impor-lhe normas de tempo; o adulto existe no mundo da criança para interromper a cada momento a história do monge e do rouxinol"

– Agostinho da Silva, Baden Powell, Pedagogia e Personalidade [1961], in Textos Pedagógicos II, p.24.


Via: Susanita Tomás
 
~Mergulhando~

Tuesday, February 19, 2013

Workshop "Segredos da Dança Egípcia" (2 de Março, Lisboa)

Workshop “Segredos da Dança Egípcia”

Dia 2 de Março, Sábado, em Lisboa (escola Inimpetus).



O Workshop que me vinha aquecendo o coração CHEGA, finalmente, a LISBOA (estreia mundial).

Acredito– e tenho-o comprovado ao longo da minha carreira no Egipto e pelo mundo – que a Dança Oriental é uma Arte Antiga de carácter religioso/amoroso/artístico/alquímico. Tem sido incompreendida, perseguida e maldita (como várias outros Tesouros da Humanidade que nos têm sido escondidos e negados) mas a HORA do seu RENASCIMENTO chegou.

Ossegredos que desvelei ao viver e dançar profissionalmente na terra das Pirâmides foram reunidos e sintetizados neste Workshop que é uma Iniciação acima da iniciação comum de Dança Oriental.

Segredos, bases não reveladas, dicas provenientes dos subterrâneos e dos céus egípcios, pérolas que reuni – à custa de conquistas, suor, risos e lágrimas – na Grande Escola Iniciática do Egipto. Agora disponíveis: para VOCÊS.


*Horário:
Dia 2 de Março, Sábado:
Das 10.30h às 12.30h e das 14h às 16h (manhã e tarde)


***Programa:
Arqueologia da Dança-Alma-Criatividade-Egipto

Bases da “Técnica Invisível Joana Saahirah” (pilares do método de ensino que tenho desenvolvido ao longo destes anos); Segredos e dicas que nenhum professor passa– fruto da minha Jornada pessoal e profissional no Egipto e síntese do Mais Precioso que lá aprendi em oito anos de carreira com um sucesso que ninguém –excepto eu mesma – poderia ter previsto.

Passagem por curtas mas CENTRAIS combinações de estilos tão diferentes quanto Om Kolthoum, percussão, baladi, “shaabi” e folclore egípcio – cada estilo e combinação exemplificam alguns dos princípios, CHAVES, Segredos e CHÃO ALQUÍMICO da Dança Oriental.

O que define a Dança Oriental Egípcia (tesouro só acessível a quem estiver presente neste Workshop de CORPO e ALMA).

***Indicado para : Bailarinos/as (amadores ou profissionais) de Nível Intermédio-Avançado.


***Preço:
Um preço reduzido pelo workshop é oferecido com a intenção de permitir que o maior número possível de pessoas tenha acesso à Informação passada no Workshop e que essas mesmas pessoas a passem a outrém - criando assim uma corrente POSITIVA de transmissão de uma Nova Dança Oriental ou do Retorno à sua Raíz.

35 euros para inscrições até dia 15 de Fevereiro de 2013; 45 euros para inscrições de dia 16 de Fevereiro até ao dia do workshop.



***Forma de Inscrição:
Para inscrever-se no evento basta efectuar a transferência inter-bancária do valor relativo ao mesmo para o nosso
NIB: 0007 0075 0001 1250 0053 6 .
Depois de ter efectuado a transferência, pedimos o favor que nos avise da mesma através do email: dancemagica@gmail.com ou do telemóvel: 96 642 7997.
Só depois deste aviso poderá considerar-se inscrito/a. Além do aviso da data da transferência e nome em que foi feita, pedimos o favor que apresente o talão da mesma no dia do evento.


***Contactos para informações adicionais:dancemagica@gmail.com & Tm: 96 642 7997



***Local: Escola “Ininpetus” – Lisboa (Rua de Campolide, 27 A - Lisboa)
Telf: 213 157 815 / www.inimpetus.org



***Organização:

Joana Saahirah do Cairo



Um beijo para o Porto e mais um até já!

 
Aqui deixo - como não poderia deixar de ser - mais uma nota de carinho e gratidão à Ahmar e às lindas mulheres que comigo partilharam os workshops no Porto neste passado fim-de-semana bem como ao Miguel Miranda pela sua colaboração e empenho na Tertúlia Oriental e a todos os presentes e interessados no assunto.
 
Ensinar, dançar, falar sobre um GRANDE AMOR como este (a Dança Oriental) é uma alegria e um privilégio para mim. Pela oportunidade de fazê-lo eu me sinto, permanentemente, ABENÇOADA.
 
O rio corre para o mar, independentemente das pedras e pantânos encontrados pelo caminho. Ele corre e da água se faz ar e do ar se faz Amor: eis o caminho da Dança que me escolheu.



Eça de Queiroz e as "Ghawazi"

  
 
Aprender sempre me pareceu mais do que estar receptivo aos ensinamentos de um professor "oficial". Seja qual seja o assunto que estudamos, o truque está em ser CURIOSO (a ausência de curiosidade assusta-me: parece-me bizarra) e ter capacidade de RELACIONAR pessoas, informações, acontecimentos, pecinhas de puzzle às quais - normalmente - ninguém atribui qualquer correspondência. Aprender é trabalho de colagem, patchwork, coisa de criança Sherlock Holmes que segue pistas e se deleita em cair no caminho para a Arca do Tesouro.
 
Quando insisto em despertar as bailarinas/os que estudam comigo para a necessidade de abrirem as suas mentes, corpos, corações e almas a muito mais do que apenas um passo aqui e um movimento acolá sou - ainda - recebida com alguma estranheza mas tenho esperança que a situação mudará.
 
Saber de Dança Oriental egípcia sem saber de religião muçulmana parece-me pouco viável; saber de Dança Oriental egípcia sem saber de tradições, política, economia, História, condição da Mulher ao longo dos tempos e muitas outras ramificações que brotam dos fertéis vales do Nilo parece-me absurdo.

 Se dá trabalho estudar?! Claro que dá. Ter a ilusão (tão eficazmente vendida por muitos "professores") que aprender a dançar se resume a memorizar umas coreografias giras é apelativo, acessível, confortável. Mas APRENDER é MESMO sair das nossas áreas de conforto e é nesse precipício que eu me atiro e que atiro a quem estuda comigo por saber que é a partir dele que poderemos VOAR.
 
Assim sendo, aqui fica mais uma peça de puzzle que deverão saborear e ligar como vos aprouver: excertos do magnífico livro "Egipto - notas de viagem" de Eça de Queiroz (escrito no século XIX mas mais actual do que nunca).
Leio e releio Eça e recordo porque me orgulho tanto de ter nascido em Portugal (terra de grandes poetas, escritores, músicos, místicos, sonhadores, aventureiros, amantes, guerreiros e almas marítimas).
Aqui fica para saborearem, questionarem e comentarem:
 
*
" O Egipto é um país de passagem. Tudo ali passa, tudo ali descansa, tudo ali repousa. É o caminho da Índia. É o caminho da Pérsia. É o centro onde acodem todos os povos da África Oriental. É o escoadouro das populações ambulantes do Mediterrâneo e do Levante. Tudo para ali emigra, até os pássaros, porque tudo o que tem asas , quando nos nossos climas começa o Inverno, foge para o velho Egipto!"
 
*
 
(Comentário relativo a uma visita ao "hammam"):
 
"Então veio o café e o sherbet gelado, acenderam-se os chibucks, e, estendidos, prostrados, lado a lado, com o tubo do narguilêh na boca, os olhos no vago, um leve rumor de água nos ouvidos, o cérebro vazio de ideias e cheio de sonhos, abismámo-nos longo tempo naquele doce enlevo, no kief - no divino, mole, voluptuoso, inerte, pacífico kief!
A consciência leva tempo a renascer, perdida naquela sonolência."
 
*
 
(Comentário feito em relação às "Ghawazi" quando vistas no seu contexto mais amado: entre os seus, em festas "baladi", de egípcios para egípcios e não para os costumeiros clientes estrangeiros que não as entendiam e que nelas insistiam em procurar a eterna prostituta-deusa do sexo):
 
"Aí, as Ghawazis, cercadas pelo povo, aplaudidas, animadas pelo olhar excitado dos homens, sentindo-se compreendidas, achando-se no seu meio natural, adquirem a fé, o instinto genial da graça no movimento, da beleza na atitude. Sempre que as vi dançar em festas populares, senti-me dominado por aquele baile misterioso, quase lúgubre, de uma sensualidade tão grave que mais parece um culto do que um espectáculo."
 
*
 
(Ainda a propósito de ver as "Ghawazi" dançar):
 
"No entanto todo o baile é tão grave, tão largo, tão silencioso, tão misterioso, que lembra um rito sagrado. Aquelas danças vêm certamente de um velho culto lascivo da Assíria.  Celebram o mistério da voluptuosidade: não há ali a expressão violenta do desejo; não se foge, não se provoca, não se irrita, não se sucumbe. Não há acção naquelas danças: figuram apenas a mulher, o ser animal tomado de amor. É limitado e é profundo. A acção está toda concentrada no corpo. É o cântico da carne exaltada.
Nada de grotesco, de obscuro ou de baixo. A sensualidade, ali, é poética, é idealizada, e não há espectáculo mais belo nem mais estranho do que a visão daquelas dançarinas, resplandescendo fantasticamente ao clarão dos archotes, com os seus vestidos vermelhos reluzindo em reflexos acetinados, todas cobertas de sequins de ouro, movendo-se na celebração lasciva e sacerdotal das suas danças, entre a roda dos turbantes apinhados, alumiados de brancuras de luar."

 
Fifi Abdou - uma das míticas bailarinas do Egipto.

Regresso a Londres (workshops 1,2 de Junho!).

 
É maravilhoso ver como regresso sempre aos locais onde danço e ensino. Por mais anti-comercial que seja, por menos botas que lamba e por mais contra as marés de clones e superficialidade que eu insista em ser o MUNDO avança e, nesse avanço, acaba por começar a ENTENDER a visão que trago do Egipto. Fui lá buscar as raízes da música, dança e alma egípcias e com essas raízes construo os meus jardins.
 A minha Visão do assunto é minha, pessoal (mas altamente transmissível) e, ao mesmo tempo, UNIVERSAL. É, creio, essa universalidade e verdade que as pessoas reconhecem (cada vez mais) no meu trabalho. Conhecimento de causa, paixão e respeito absolutos pelo meu ofício e uma vontade imensa de ver mais e mais coisas boas sendo feitas numa área ainda considerada sub-artística.
 
O trabalho é de todos - mesmo o meu. Regressar a Londres com dois workshops pioneiros será mais uma pedra arrancada ao Caminho, mais uma etapa conquistada e um pó de perlimpimpim oferecido a quem dança e quer mais (saber mais, ser mais, ser mais FELIZ e TOTAL na dança).
Londres: aqui vou eu. Workshops nos dias 1 e 2 de Junho. Todas as informações se encontram disponíveis no Facebook, no meu
blogue em inglês ( www.joanabellydance.blogspot.com )
e no meu WEBSITE OFICIAL ( www.joanasaahirah.com )




Espelhos* (parte infinito).

 
‎"Quando mudas a forma como olhas para as coisas, as coisas para as quais olhas começam a mudar."
~Lao Tse
 
Via: Gabriela Soares

Friday, February 15, 2013

A Magia* acontece no PORTO este fim-de-semana!


 
É com uma enorme alegria que irei ao Porto este fim-de-semana (graças à perseverança, profissionalismo e empenho da Ahmar) para participar numa conferência
( Sábado às 18h na Casa Barbot) e para ministrar dois workshops: SAIIDI moderno e OM KOLTHOUM (abrindo a arca dos  tesouros da Estrela Eterna do Oriente).
 
Aqui fica a minha GRATIDÃO antecipada ao Porto, um "lá vos espero" entusiasmado e um RECADO para as participantes dos workshops.
Meninas: eis o que convêm ter em conta para cada um dos temas que vamos abordar:
 
***Saiidi moderno - tragam a vossa "assaya" (bastão) e muita curiosidade. Sugiro também que se informem, antes do workshop, sobre as origens deste estilo folclórico, o seu significado e gentes que o praticam. Aprender folclore egípcio é - em grande parte - aprender sobre as várias cores e sabores que o Egipto alberga enquanto país monumental e colorido que é.
Quem é a gente Saiidi? Façam-se essa pergunta.
Porque e para que danço Saiidi? Porque o aprendo? Com que finalidade?
 
***Om Kolthoum (abrindo a arca dos tesouros) -
Sugiro que se informem sobre a vida de Om Kolthoum e porque razão jamais foi destronada (lembrem que morreu - fisicamente - em 1975 mas que continua mais viva do que nunca).
Façam-se as seguintes perguntas e tentem encontrar uma - ou mais respostas - para as mesmas:
Porque a sua música é essencial para todas as bailarinas e porque é tão profundamente representativa da identidade egípcia?
O que torna a música de Om Kolthoum universalmente apelativa e especialmente deliciosa (e complicada, quiçá) de dançar?
O que é INTERPRETAR? O que é CONTAR uma história com o corpo, a mente, o coração e a alma?
Existe espaço para o silêncio e para a pausa na DANÇA ORIENTAL? E na VIDA?
 
***Preparem-se: vamos divertir-nos e DESAFIARMO-NOS para lá de bastante!
Até já, minhas queridas.:)
Amor,
J*.
 
Samia Gamal - foto vintage.