Sunday, April 7, 2013

Workshops, espectáculo e conferência no País Basco, Espanha.



Próximas paragens: Espanha, Inglaterra, Chipre, Ucrânia: o Mundo dançando comigo*

 
Eis as próximas paragens do meu avião com asas de céu:
Espanha, Inglaterra, Chipre, Ucrânia e um muito mais de mundo que o Destino e a escalada sincera ditam.
Honrada com todas as oportunidades crescentes e com a missão de me suplantar a cada passo desta escalada sem fim.
 
Mais informações no meu website oficial:
 

Paris no horizonte ("Cairo by Night" 2014)

 
Paris, je t´aime...
Mais um convite que muito me honra: P*aris, aqui vou eu.:)

Rússia* = Amor.

Porque as palavras me saem mudas nos dias que passam, aqui fica a minha última viagem de trabalho à Rússia através de imagens soltas.
A alegria de ver como os mais diversos países do mundo se interessam pelo meu trabalho e por ele se apaixonam (tanto como eu sou apaixonada por ele) renova-se a cada evento para o qual sou contratada. Ensinar e actuar na Rússia tem, além disso, um sabor especial. A cultura e tradição deste país (com todos os prós, contras e cinzentos que dançam entre os dois) é propícia ao respeito e amor à Arte, especialmente à Dança. Sei* que na Rússia posso inovar, puxar pelas bailarinas, arriscar, ir mais além e voar* e que os alunos e o público me acompanham nessas ousadias artísticas, sensoriais e espirituais.


Para quem viveu anos a aprender e a estimular-se através de fortes e multi-facetadas oposições/obstáculos como eu (no Egipto) é um alívio bem mais do que merecido encontrar países em que evoluo através do apoio, da compreensão, do respeito e do amor - e não do preconceito, da ignorância e da estupidez (desculpem os pleonasmos).

A ética de trabalho, a seriedade, a paixão, o empenho e o ardor com que a criatividade artística arde neste país enche-me de - MAIS - vida, tanta que não me resta outra coisa senão sair do ontem de mim própria e Evoluir.
Os frutos plantados em anos de carreira excepcionalmente bem sucedida e dura (oh yes!) chegam, final e justamente.
Resta dizer: AMO-TE, Rússia.

 
 
 
 

O Mundo* no coração (Málaga, Espanha)


 
Zanguem-se comigo - chamem-me de louca ou conservadora, tendenciosa ou preconceituosa - mas, para mim, Espanha é Andaluzia.
Regressar a Málaga para o Festival "Almárabe" foi mais do que o indizível prazer de espalhar sementes de Dança Oriental/Amor pelo mundo; foi um regresso a casa, um repisar do solo que me viu crescer e um reacender de fogos que jamais deixaram de arder em mim.
Actuações -no espectáculo do festival - totalmente improvisadas com a orquestra "Funun" e com o meu amigo Mohamed el Sayed (que tocou, meio assustado!, um solo de tabla orquestra por mim no momento, segundo a segundo); os workshops cobriram dois temas totalmente distintos um do outro e empurraram-nos a todos (a mim e às alunas) para novas dimensões e visões da dança, do sentimento, da arte e do mundo.
Um comentário do público - em relação à minha actuação improvisada com a orquestra - deixou-me particularmente feliz. Consta que, segundo um casal malaguenho particularmente amante de Dança, eu me pareço (em palco) como as ciganas do Flamenco andaluz. Quem bem me conhece sabe o que este comentário significa para mim (babadíssima).
As pinturas de Pablo Picasso recorridas com o olhar mais atento, a comida e os aromas da Andaluzia (com seus santos católicos teatrais de tão dramáticos que se pintam) passando-me pelas mãos curiosas, momentos de riso, algum medo (sempre a necessária insegurança que me faz avançar, crescer, exigir mais e MAIS de mim e menos dos outros) e a Paixão: omnipresente: potente e frágil mas ardendo sem descanso em cada passo que dou.

Grata por tudo (as palavras saem-me sintéticas, anoréxicas, silenciosas pelos dias que agora passam). Estou-me assim: sem necessidade de palavras, explicações e compreensões: apenas entregue à Vida e abençoada com a lucidez da GRATIDÃO.



Entre dimensões...

Fechando portas ancestrais - unindo pontes há muito talhadas pela minha própria mão de Deus(es) - docemente rasgando o cordão umbilical que me prende a um passado morto e desse rasgar de seda humana me tornar mais Eu: mais Livre.

Percebendo que a Vida é morte - mortes. E que a Sabedoria  - que só a Lágrima acarinhada traz - é ENTENDER com o raciocínio (sem lógica) da Alma que a Felicidade reside na celebração consciente dessas mortes que não são mais do que prenúncios abençoados de Vida - novas Vidas. Deixar cair a lágrima, vê-la rolar pelas pernas do coração e com ela dançar até que o grito de um novo amanhecer de nós saia - brutal, belo, urgente: HUMANO.

Sentindo o significado da Liberdade - aquela que não depende do mundo exterior mas que dorme em nós até ao dia em que tenhamos a experiência humana-divina do que é - verdadeiramente - o Amor.