Saturday, May 11, 2013

O significado da Paixão.

Aula de ballet, durante a guerra na Rússia.

"Contra a presença da morte, a vida em toda plenitude que só a arte pode oferecer."
De Guiomar Melo (Via Murilo Oliveira).
Via: Joseph Az

Friday, May 10, 2013

Regresso à Rússia (este Novembro*)

Ruth St. Denis (circa 1912-13)


Caiu-me no colo - há algum tempo atrás - essa verdade bonita de que sempre regressamos ao que somos*.

Daí anunciar que regressarei à Rússia (país onde já estive a actuar e a ensinar por duas vezes) no próximo mês de Novembro. Para compreenderem a minha alegria teriam de saber o privilégio que é, para mim, partilhar a minha Visão* da Dança Oriental num país onde a Arte é tradição, disciplina, forma de vida, escape e realidade e - acima de tudo - assunto que merece RESPEITO.

Vinda eu de anos de trabalho no Egipto - com tudo o que de brutal e fantástico isso implica - sei apreciar a benção que é poder ser compreendida, respeitada e atratada como Artista e não como carne para canhão (que é como quem diz: como prostituta).

Cursos, espectáculo e competições (nas quais sei que aprenderei com cada concorrente e me surpreenderei com o talento e originalidade costumeiras nos bailarinos russos): "bliss*".

Feliz. Abençoada. Grata e Inspirada para dar para Lá do meu melhor*.

Thursday, May 9, 2013

Beleza pura (mais comida para a Alma*):

"DAR-SE ENFIM

O prazer é abrir as mãos e deixar escorrer sem avareza o vazio-pleno que se estava encarniçadamente prendendo. E de súbito o sobressalto: ah, abri as mãos e o coração, e não estou perdendo nada! E o susto: acorde, pois há o p
erigo do coração estar livre.
Até que se percebe que nesse espraiar-se está o prazer muito perigoso de ser. Mas vem uma segurança estranha: sempre ter-se-á o que gastar. Não ter pois avareza com esse vazio-pleno: 
 gastá-lo."

CLARICE LISPECTOR
Via: Mariana Inverno
 

Belos espelhos (Pessoa*).


Eis que encontro aquele que deveria ser o hino nacional de Portugal (apesar da amnésia pela qual o povo que me viu nascer passa há já demasiado tempo) pela Voz de quem , a meu ver, simboliza o tutano do Português: Fernando Pessoa.

"(...) E
u, da raça dos Navegadores, afirmo que não pode durar.
Eu, da raça dos Descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir um novo mundo. Proclamo isso bem alto, braços erguidos, fitando o Atlântico e saudando abstractamente o Infinito."

Álvaro de Campos (1917)
 
 
Sigam o "link" para saborearem a talentosíssima Maria Bethania na voz de Pessoa:

http://www.youtube.com/watch?v=gl-UL6cm7Us&feature=youtu.be

Wednesday, May 8, 2013

Grata, Jadranka*.

 
Linda mensagem (recheada de carinho autêntico) enviada pela Jadranka Tričković-Mohr.
"Agradece a alguém que te ensinou alguma coisa."
 
Aqui mete-se - no mesmo jarrinho mágico - a Oprah e a Maya Angelou (duas das Mulheres que mais me inspiram) e uma onda de energia que me reflecte a todo o instante.
Ensino aquilo que preciso de aprender - ouvi algures. Assim é. Repito para mim mesma as lições que preciso de interiorizar mais profundamente; permito que uma Voz mais alta fale e dance por mim para dar aos outros aquilo que eu busco para mim mesma. Sou a Professora e a Aluna, uma e outra num só corpo vivo de imensidões.
A todos os meus professores - oficiais e não oficiais - eu ofereço a minha GRATIDÃO. À Vida, acima de tudo, a minha GRATIDÃO pelo quanto me ensina, diariamente, bordada em mim.

Comida para a Alma*

"Ela dança como se fosse leve, pluma, nada.
Ela sente como se fosse força, peso, tudo.
Externa palavras como se desse uma pirueta.
Demonstra o que sente como se fosse samba. E todos os gingados requebram com as emoções.

Dança querendo mostrar a vida que não existe negação, quando a aceitação é positiva.
Ela gira, gira, gira e se delicia com a melodia de sentimentos novos.

Não se envergonha com os passos errados e continua no ritmo familiar que já tanto conhece. Fecha os olhos, mas não fecha o corpo. Abre a mente, mas não fecha a alma. Ela é linda, principalmente, quando dança. E quando não existe música, ela faz aquele som na boca, como quem canta uma canção de ninar. Abraça o corpo, fica na ponta do pé e sai rodopiando, rodopiando, rodopiando, como se nada fosse parar..."

Rebeca ( Néctar da flor)
Fonte: www.renataloboventre.blogspot.com

"Call me retro" (chamem-me antiquada) mas...



Há coisas em que sou do mais "tradicional" possível. Dizem os astrólogos que tenho "muita terra" no meu mapa astral (apesar das aparências de fogo e ar enganarem os desatentos).

Eis uma listinha de coisas das quais gosto "à antiga":

*Os LIVROS e as REVISTAS querem-se de papel - acho deprimentes essas versões cibernéticas onde o aroma do papel impresso não existe, as páginas não estão lá para se poderem tocar e escrevinhar e o objecto querido não existe para poder ser abraçado.
Vão-se lixar com os computadores e as internets: livros e revistas são para serem comidos (e é à mão).



* Nenhum meio de transporte é tão lindo como uma bicicleta (ou um barco, vá!). Pedalar, pela manhã ou final da tarde, na nossa bicicleta (daquelas com o cesto que leva flores, pão, fruta e correio) é dos maiores prazeres da vida.

*Cartas escritas à mão e enviadas pelos correios postais. Nada de emails, sms e outras formas de comunicação electrónica. O prazer de escrever e receber uma carta a/de alguém de quem gostamos é sensual, único, sensorial, espiritual. O perfume da outra pessoa vem impresso na carta e a sua letra (ou gatafunhos) também com todas as im-perfeições que o/a tornam especial - é como se essa pessoa tivesse sido - fisicamente - substituída por essa carta ou como se essa carta contivesse o corpo dessa pessoa. Adoro.

* Homens - à antiga. A sério. É melhor.
Quero com isto dizer: homens que sabem "cortejar" a sua "dama", ir atrás dela com amor, respeito, estilo, elegância e outras idealizações das quais sou - penosamente- consciente ( :/ ).
Sei que isto ainda é uma ressonância meio esquisita do meu lado animal (go figure: we´re animals!) mais primário. A fémea quer que o macho a persiga e conquiste. Admito que sim. No entanto, assumo que, para mim, homem que é HOMEM - ainda - é aquele que valoriza a mulher por quem se apaixonou ao ponto de tomar o seu tempo, energia, imaginação, sensibilidade e pouco bom senso para a conquistar.

Persistência, respeitinho (que é tão bom e eu aprecio tanto) e uma grande dose de coragem para escalar as montanhas que forem necessárias a fim de a ter (a ela) nos seus braços.
É isto, pá! É isto*.


* Bolos e afins culinários. Tudo caseiro. Desculpem-me as marcas de supermercado que tão gentilmente nos oferecem os seus químicos e as suas farinhas duvidosas (dessas que conferem prazos de validade intermináveis aos produtos) mas a comida quer-se FRESCA, feita na hora, orgânica, manuseada por seres humanos e não por máquinas.


* Dança Oriental.
Como não?! Sou toda pela evolução das coisas - de todas as coisas - mas sem que com isso se perca a Essência das mesmas. Inventem os adereços que quiserem (véus, abanicos, espadas, o que a imaginação mais delirante quiser) mas não se esqueçam de DANÇAR. E mais não digo ;)