Saturday, September 7, 2013

Mulheres egípcias (e a esperança*)


Como já devem ter reparado, o meu distanciamento das questões políticas do Egipto tem sido cada vez maior. Porquê?

Um misto de cansaço (quase dez anos a SENTIR a política egípcia na pele parece-me mais do que suportável), falta de energia e tempo para me ocupar do assunto e uma sensação de "dejá vu" que cai mal a muita gente que me lê e conhece.

Não sou vidente mas previ tudo o que se está a passar no Egipto. Quando, há dois anos atrás, o referia a amigos e desconhecidos atiravam-se a mim como leões esfomeados:
"que não, que eu exagerava, que eu era, afinal, uma estrangeira e que me escapava a verdadeira psique do povo egípcio...".
Pois sim. E quanto me escapa...
Os FACTOS estão à vista e eu calo-me,  previsivelmente triste, para não ferir susceptibilidades.

É da natureza humana iludir-se; é também da nossa natureza ter ESPERANÇA e o horizonte mental limitado àquilo que, da nossa caixinha, os olhos podem enxergar.
O Egipto é parte de mim: esteja eu onde estiver. Carrego-o nos genes do Espírito, no corpo e no sangue, na dança e na música que não se cala dentro de mim. O Egipto não é um país, para mim: SOU EU (e sei que poucos compreenderão o que quero dizer com isto mas a Verdade vale por si só). Por isso me distancio do circo político sem, no entanto, me afastar um milímetro da minha alma que lá dança, como Antigamente, pelas águas perdidas do Nilo.

Grata à Lu Ain Zaila (do meu irmão Brasil) pelo envio desta entrevista que agora partilho. Discordo e concordo com várias coisas que aqui estão escritas mas, mais importante que isso, fico feliz (e timidamente esperançosa) por saber que existem MULHERES que se levantam e ACREDITAM, mesmo no meio da escuridão. Sigam o link:

http://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/09/bhannan-abdallab-mulheres-arabes-nao-sao-vitimas-passivas.HTML

(Uma das minhas MUITAS) WISH LIST(s):

São apenas alguns dos muitos (moldáveis, constantes e expansivos) DESEJOS que o meu coração aquece sem descanso.
A banda sonora para isto? Um suspiro. Ah, e um sorriso com som: a-mar.




 


                                                                       Upps!
 






 
 

Embrulha! Mas com jeitinho, vá...

Oh,oh: velha história. Isto já nem merece comentários. Cópias serão sempre - apenas* - cópias.
O que interessa dizer está escrito (em espanhol) aqui em cima, ao lado daquele senhor azulado que parece saído da "Alice no País das Maravilhas".
Embrulha. ;)

Friday, September 6, 2013

Aperitivo para o WORKSHOP de LISBOA (21 de Setembro) - BINT il BALAD



Ninguém me arranca de dentro a excitação que este* workshop, em particular, me está a provocar. Já foi dito: que belo grupo de Mulheres se juntou até agora (é nestas alturas que a história das sintonias e dos espelhos faz mais sentido) e que FANTÁSTICO, DINÂMICO e RICO é o conteúdo que tenho guardado para a ocasião.
Entretanto, deixo-vos com um aperitivo relativo a metade do workshop ( vamos andar pelo estilo de Alexandria e pelo "shaabi" das ruas cairotas). Divirtam-se, inspirem-se e me (nos) aguardem:
we´re gonna ROCK the HOUSE!

Thursday, September 5, 2013

Ai, apetece, apetece...

 
Apetece-me, às vezes, e não é pouco: é quando a voz do meu avô materno me revisita (perguntando porque raio uma miúda tão inteligente tinha logo de ser ARTISTA e assim desperdiçar um valioso e raro cérebro?!). Estas vozes - lá na família - uniam-se em concordância: ninguém se conformava (não se conformam até hoje...) como uma rapariga tão jeitosa (atenção que a palavra "jeitosa" nunca me saiu da boca, estou apenas a citar) e tão INTELIGENTE se esvaía por aí em teatrices, danças e cantorias. Muitos ais, uis e "aquilo há-de passar-lhe" me povoaram a infância com a mesma frequência e intensidade das brigas com os rapazes lá do bairro.
Anos mais tarde, nem a minha carreira consagrada os convence: continuam desgostosos que eu me desperdice com talentos inatos.
Lá se perdeu a Política ou a Advogada de sucesso que o meu avô previa para mim. Perdeu-se também uma pessoa extremamente frustrada e triste mas isso ninguém parece reparar.
 
No entanto...
 
Quando a mediocridade, a competição, o superficialismo ou  somente o cansaço apertam são estes os  pensamentos "pecaminosos" que atacam um corpinho sobrecarregado de VIDA(s):
 
Noutro registo, mas dentro do mesmo suspiro de exaustão, vêm-me à cabeça as inúmeras propostas de estrelato instantâneo em troca do meu belo "coiro" ( uma vez mais, "coiro" é palavra que não me sai da boca, estou apenas a citar o linguajar da minha progenitora).
 
Já dizia Colette ( a brilhante autora de "Chéri", entre outros fabulosos livros) que os amantes da arte rendem mais do que a arte em si mesma. E eu apanho-me a pensar: "És capaz de ter razão, ó Colette. Eu é que tenho andado a comer gelados com a testa, pá!"
 
Ah: "Story of my life".
Isto de ser-se artista e, ainda por cima, honesta e aversa a dar o corpinho "ao manifesto" deve ser um dos "karmas" mais lixados de digerir.
Suspiro. Só me resta suspirar.



Que seria a Vida sem elas?!

Que seria a minha Vida sem elas - as minhas amigas que são mais, na verdade, do que irmãs de sangue?!
Quanto já me queixei da velha e bolorenta competição e inveja entre mulheres; quantas vezes me queixei, choquei, entristeci por ver que a maioria das Mulheres ainda se esquece de se AMAR a SI MESMA (detestando, por isso mesmo, as mulheres que a rodeiam)?
Queixumes à parte (que não são a minha especialidade), a verdade é que tenho um grupo selecto mas de ENORME qualidade de Mulheres que EU - não a natureza - escolhi como as MINHAS MULHERES. São amigas, irmãs, mães, filhas, companheiras de viagem e quem lhes fizer mal tem-me a mim, versão "SHAABI" de chinela no pé e faca na liga, à pega.
Amo-as, venero-as, tenho-as como um chão essencial por onde caminho, danço, amo, choro e rio. Sem ELAS a minha Vida seria tão vazia e incolor.


 
Uma das minhas Irmãs, Jaci - misto (brasileiro) de tudo o que uma mulher deve ter na sua Vida.
Que sim, que sim: não poderia viver sem as minhas paixões e GRANDES AMORES escritos no masculino mas nenhum homem - por mais espectacular que seja - substitui o AMOR e PRESENÇA de uma das "MINHAS MUSAS".
 

ADORO-TE, mia fia linda!



Wednesday, September 4, 2013

Boas Companhias* (BINT il BALAD em LISBOA, dia 21 de Setembro)

 
Eh, pá! A sério, really, vraiment. Estou FELIZ, truly happy, contente da VIDA.
 
O grupo que se está a UNIR* para o meu próximo workshop em Lisboa (BINT IL BALAD, dia 21 de Setembro: um cocktail de "ESkandaranie" - de Alexandria - e "shaabi", directamente das ruas cairotas) é uma delícia; um bolo de chocolate (daqueles com creme fundido e quentinho no meio e a cereja por cima do paraíso); um tesouro em forma humana. 
Se é verdade - e eu acredito que seja - que atraímos quem nos espelha, então eu devo estar (SER) BELA para lá da conta.

 
Quem constrói a Dança não é apenas quem a ensina mas quem vem aprendê-la. CERTO certíssimo é que este dia 21 de SETEMBRO (não coincidentemente, soube que se trata da porta que abre o Outono) vai ser, acima de tudo, um encontro de gente MUITO bonita (daquela BELEZA perene que mora no peito e que jamais se amarrota).
Parece-me até, ao ver estes espelhos, que a Dança será apenas um PRETEXTO para algo tão maior que nós. Ah...GRATA!
 
Quem quiser juntar-se ao evento, ainda vai a tempo: não tenham a menor dúvida: será INESQUECÍVEL.