Friday, September 13, 2013

Monólogos da Vagina - Porque SIM*


Falta-me o tempo, energia e as palavras para grandes comentários. Além disso, creio que existem ocasiões em que as palavras estão a mais e o que resta é CONFIAR que cada pessoa tire as suas conclusões (se as houver) e SINTA o que partilho à sua maneira, sem qualquer influência da minha parte. Não quero colorir os olhos do vosso coração - por agora, não.

Sugiro que se perguntem o que terá a Vagina - e a Sexualidade Feminina - a ver com Dança Oriental, porque razão menciono este tema e aqui vos ofereço este vídeo, especificamente. Quero saber de VOSSA justiça, da VOSSA cabeça, do vosso SENTIR.

Basta-me afirmar, de momento, que se faz MAGIA* ( e como!).

Grata à Malu Moreira por partilhar este vídeo (via Facebook).



"Odalisque" de Frederic Vezin

Wednesday, September 11, 2013

A escrita e as entrelinhas...

 
Isto de ser uma bailarina armada em escritora tem (MUITO) que se lhe diga.
Primeiro, vamos lá esclarecer: não sou escritora (e qualquer pretensão que tivesse a tal já havia de se ter esvaído depois de me meter a fundo na Criação - doida! - de dois livros, um escrito em português e outro em inglês).
Segundo: a quietude, solidão e imobilidade física a que obriga a escrita de um LIVRO é um desafio - para não aplicar aqui uma palavra desagradável - no qual eu jamais pensara. Ah, pois é: o meu corpo não está habituado a tantas horas de imobilidade (sendo que, dentro de mim, TUDO dança enquanto escrevo); estar horas, horas e horas sentada à frente de um computador é coisa nova para mim: nova é como quem diz, quase insuportável. Não fosse eu ter a obsessão de tirar partido da Vida - escuridão e luz - e já me tinha "passado da pinha". Assim reinvento a minha irritação e acredito - QUERO acreditar - que a imobilidade, o silêncio e a solidão dos meus tempos de ESCRITA também são Valiosos e até - potencialmente - agradáveis.
Agora que até descobri um café - o meu esconderijo - onde posso estar quietinha a trabalhar sem qualquer distração(VADE RETRO, FACEBOOK!)e com uma vista fenomenal que me inspira, a coisa marcha melhor e mais rapidamente.
Tão depressa não me meto noutra - digo para comigo. Depois de ter estes dois bebés cá fora, bem lançados e embalados como merecem fico - sensatamente - afastada das Escritas de Longo Curso. Um bloguezinho aqui e ali, lindo! Um artigo, uma entrevista dada, mais umas quantas brincadeiras e tal...isso tudo é BESTIAL. Mas...um LIVRO é uma Aventura para a qual se precisa de tempo, disposição, energia, foco, paciência, persistência e muita CORAGEM para se expor a um nível que nunca pensei existir. Belo. Belíssimo. A sério que é. Mas vou descansar o útero depois de parir estes meninos...respirar fundo, DANÇAR e VIAJAR em GRANDE! E, claro!, CELEBRAR a existência das minhas crianças que tanto trabalhinho me deram.
I´m READY.* And...push, push, push. 








(As minhas) intimidades:



Só digo o seguinte: sou e sempre serei uma autêntica "SEX and the CITY girl". Adoro a série, tenho-a todinha em DVD e já vi os mesmos episódios repetidas - e sempre entusiasmadas - vezes. A razão para esta minha adoração - estranha para quem não gosta de ver televisão - encontra-se nesta cena, uma das minhas preferidas da série.
Nem há que comentar o que seja: vejam. Se sentirem*, entendem-me. Senão, não vale a pena explicar. A sério: não vale a pena.
Ah...
P.S.: Já que estamos em onda de intimidades e confissões, aqui vai mais uma: os meus - LIVROS, os que eu escrevi para publicar este ano!:) - estão a dar-me cabo da cabeça. Ninguém me disse que ESCREVER um livro (quanto mais dois, sendo que um deles está escrito em inglês!) é uma empreitada DAQUELAS! Também aqui me faltam as palavras para dizer-vos PORQUÊ.
SO HELP ME GOD.

Nous allons a Paris - CAIRO BY NIGHT FESTIVAL!



Eu e a Carry - a Paris!
Já anunciei mas volto a anunciar - que as coisas maravilhosas são mesmo para se multiplicarem: terei o imenso prazer e honra de ensinar e actuar no maior festival de Dança Oriental realizado em França: CAIRO BY NIGHT, em Paris. Dizem que o palco do teatro onde o espectáculo de abertura se realiza é assim...como dizer...um sonho feito realidade...e eu FELIZ da VIDA fazendo o que mais amo.

Já disse que a VIDA é - MESMO - FANTÁSTICA?! Disse? Volto a dizer:
A VIDA É FANTÁSTICA!


 

Monday, September 9, 2013

Deve ser das Luas*


 
 
Já não sei - nem sei se interessa saber. Que o Mundo está a mudar - radicalmente - a gente sabe bem demais. Que temos de acompanhar essa mudança ou vamos desta para melhor (hmmm...quem sabe se é MESMO melhor?!) também é certo. O que não entendo é esta corrente que me leva como nunca levou. Sendo a menina-capricórnio às costas que sou, estabeleço metas, novos sonhos, desafios que me reacendam, ALGO mais que conquistar: isto sou eu ou tenho sido...até agora. É que SINTO que, presentemente, a Vida me leva ao colo mais radicalmente. Serei eu que aprendi, finalmente, a render-me ou é o Universo que se fartou das nossas manias de imposição e nos trocou as voltas?
 
Não sei; só sei que nada sei - como proclamava o filósofo Sócrates.
Continuo a ter uma vida um tanto ao quanto esquizofrénica: ora estou a coreografar, ora estou a escrever; ora estou a ensinar, ora estou a actuar num palco qualquer do mundo; ora estou a corrigir um dos meus livros já escritos (um em português e outro em inglês) ora estou a organizar novos projectos. No meio de tudo, as viagens de trabalho que se multiplicam (com gratidão e amor meus) e um tempo SÓ MEU que eu prezo com crescente avidez.
 
Na recta finalíssima da edição do meu livro "The Secrets of Egyptian Dance & Other Life Lessons from Egypt" reparo como ESCREVER é também DANÇAR. Pensava que se tratava de um trabalho criativo puramente intelectual e descubro que é físico, emocional, espiritual, até sensual. Nada está isolado, separado, desconectado: tudo é UNO.
Como poderia eu imaginar que danço ao ESCREVER? Que fazia amor ao DANÇAR eu já sabia bem demais mas que poderia redescobrir a minha SENSUALIDADE ao ESCREVER e que poderia sentir com a ponta dos cabelos uma ou outra palavra acesas eu jamais pude supor.
 
Sabem que mais? VIVER cansa*. É sempre DEMAIS: a lágrima e o riso. É sempre EXCESSIVA a vida que é VIDA e não sub-vida. Cansa mesmo. Mas é um Milagre tão belo, tão exageradamente delicioso, tão apaixonante...o que me leva a pensar sobre a forma como a PAIXÃO é desvalorizada. Fala-se de AMOR e tal. Pois sim. Mas a PAIXÃO, "ladies and gentlemen"?! Esse fogo "que arde sem se ver" - grata a Camões - e que nos empurra para lá do medo, da exaustão e do aborrecimento?
 A PAIXÃO é o que (me) está a dar: declarei. Tem sido ela* que me salva de mim mesma e do desgarro que me ataca sempre que permaneço demasiado tempo no mesmo sítio ou avistando a mesma paisagem. Sem ela - a PAIXÃO - nada disto (de mim) seria possível.
 
Até já, Mundo: vou ali sentir o vento na cara (ESCREVER) e já venho.

Recados essenciais*

"Quando iniciais uma viagem de comboio para ir até uma cidade distante, nem sempre é possível ter uma ligação directa: num dado momento, é preciso sair desse comboio e mudar para outro; por isso, há que estar atento, a fim de não deixar passar a estação onde a mudança deve ocorrer.

Nesta grande viagem da vida que vós empreendestes, também tendes um destino a alcançar. Mas, neste caso, trata-se de um destino interior, e pouco importa o nome que lhe dais. É como uma luz que brilha ao longe e, para vos aproximardes dela, deveis sentir todos os dias em que momento descer do comboio para mudar para outro. Nenhum empregado de nenhuma estação vos dará essa informação.

Em diferentes momentos da vossa vida, a Providência apresenta-vos ocasiões em que podeis atingir um grau superior de consciência. Cabe a vós sentir isso e fazer o esforço de mudar de comboio, a fim de vos aproximardes do vosso destino, pois, certamente, essas ocasiões não surgirão de novo ou, se surgirem, será muito tempo depois. Então, quanto tempo perdido!" 


 Omraam Mikhael Aivanhov

Via: Filomena Nunes
 

Saturday, September 7, 2013

Joana Saahira @ Eilat festival 2013 Gala of stars



Acabadinho de encontrar (por acaso ou não). Uma das minhas várias actuações no FABULOSO festival de EILAT*.
A música foi composto para mim (e também por mim*) por Hossam Shaker. Chama-se "Joana Around the World" e neste vídeo podem ver-me dançá-la, pela primeira vez, ao som de um cd. Esta foi a única vez que dancei este tema sem a minha orquestra egípcia e senti-me como um peixe fora de água mas a "coisa"* rolou - como os Deuses (em mim) quiseram.