Tuesday, December 31, 2013

Souvenir de Londres* ("the hormone shaker")

Aviso à tripulação: este "post" poderá ser considerado um desavergonhado episódio de demência ou simples assédio sexual.
 
Eis o souvenir mais belo (e perturbante) que trouxe de Londres (ver imagem com devida atenção mas sem ser por demasiado tempo, por favor, para bem da vossa segurança e sanidade mental e afins).
Diz que é a glândula pituitária, as hormonas, o Sigmund Freud com os seus complexos. Diz. Dizem. Diz que disse. Quero lá saber!
 Este homem a fazer de "Henrique V" (peça de William Shakespeare) no Teatro londrino "Noel Coward" é uma coisa do outro mundo, partindo-me ao meio, perdida entre a admiração que tenho pelo TALENTO alheio e o sangue latino que me corre cá dentro ("eh, carapau!" - oh, don´t even ask!).
 
Fui vê-lo duas vezes sem saber se o fazia por causa do EXCELENTE trabalho de Actor ou se por causa de uma ataque de taradice adolescente fora do tempo. Who cares?
LOVE, LOVE, LOVE este senhor.
Grata, Londres, por este belíssimo souvenir.
 
"I´m looking at you..."
 
É oficial: enlouqueci (para lá da loucura "socialmente mais ou menos aceite" que assumo desde a nascença).
Chamem um médico - urgentemente. É preciso ir passar um mês a Londres para fazer estas figuras tristes...enfim...também tenho direito.
 
 

Prece para 2014* (para sempre)

Poderia ser (é) a minha Prece*:
 
"Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes,

Creio num engenho que falta mais fecundo...
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro.
Ámen."

( Natália Correia, " Sonetos românticos ")
Via: Filomena Nunes

Thursday, November 14, 2013

E é assim que eu vou*

 
 

Nova Jornada (Londres no horizonte)

 
O próximo mês e meio será totalmente dedicado a Londres. Para além dos eventos que já são públicos, leva-me um NOVO VENTO e SONHOS MAIORES que me entusiasmam e fazem acreditar que a Jornada é linda, apesar das pedras no caminho, e que TUDO VALE (não a pena mas) a ALEGRIA de estar vivo.
Da próxima vez que vos escrever, já será da cidade maravilhosa de Londres onde, fiel à minha tradição pessoal, estarei ocupada na superação de mim mesma.

 
 

E a Rússia foi mais ou menos isto:

Actuando - show em Samara, Rússia.
 
Workshops, Espectáculo e Competições - estilo russo.
Já o disse e repito: tenho um Karma fenomenal com a Rússia. Vá-se lá saber que tipo de milagres eu lá operei em vidas passadas. Só sei que me sinto em casa e sou recebida com um RESPEITO, AMOR e COMPREENSÃO especiais.
Julgando (não é a minha palavra ou função favoritas) nas Competições Nacionais da Rússia.
 
Brincando e provocando o apresentador das Competições.

Com outros membros do Júri das Competições (lindas e talentosas).

Usufruindo do rio Volga, Samara.
Sendo FELIZ com o meu público. Espectáculo em Samara, Rússia.
Em resumo: o Festival de Dança Oriental em Samara foi um regresso feliz onde me querem MUITO bem.
Dançando Om Kolthoum - a Magia* acontece. Samara, Rússia.
 
 
À beira rio, sendo beijada pelo sol de inverno russo.
 
Eu nem fui muito animada, confesso. Estava cansada, a cabeça feita num molho de bróculos (meto-me à cabeça de tantos navios que acabo por quase naufragar) e sem fôlego, literalmente. Mas bastou chegar a solo russo para DESPERTAR desta transitória amnésia. A razão* pela qual ali estava, o TANTO que há a FAZER e o FOGO inicial que fez com que me apaixonasse por esta Arte - REALMENTE - mágica. Tudo isso me revisitou, curando-me o desânimo.
Como o tempo é escasso e estou quase, quase de partida para Londres, deixo-vos apenas algumas imagens que falam por si.
Para já, basta dizer: GRATA à RÚSSIA (amo-vos).



Resumo da minha Viagem de trabalho a Samara*, Rússia.

Coisas que me fazem RESPIRAR mais fundo*

Foi daquelas coisas que me fez chorar as lágrimas mais doces de que me recordo. É seguir o link e verificar como a VIDA é tão MAIOR do que julgamos:

O complexo da Diva*

Não tenho paciência, a sério. O pessoal que se arma em Diva (ou Divo) é pouco mais, para mim, do que cocó de cão. Basicamente, é isto.
Estou consciente que é precisamente este papel ridículo que muita gente espera de mim mas temo desapontá-los consistentemente. Acho que o VALOR de uma Artista se revela no seu trabalho, profissionalismo e talento demonstrados. O resto são batatinhas fritas de baixa qualidade (daquelas bem oleosas e salgadas).
 
Sem paciência para tretas destas.