Tuesday, May 13, 2014

Gorgeous JOANA SAAHIRAH on Gala-Show "Spring of Oriental"'2014!


Mais uma memória, mais uma ponte de ligação, mais uma honra e alegria que tornam o meu coração mais bonito, florido e vivo.

Grata, amada mãe Rússia*

Incredible JOANA SAAHIRAH! Modern saidi+crazy Drum solo!


Um pouco da magia partilhada pelos palcos russos.

Continuo a afirmar que o mais belo da Dança Egípcia não é captado por máquinas - daí a necessidade de ESTAREM presentes em determinado espectáculo para poderem sentir* o poder do que lá se passou.

Repito mil vezes que existem duas linguagens paralelas: a dança visível e a dança invisível, o externo e o interno; o movimento que se desprende fisicamente e o movimento que se desprende energeticamente: o que o público vê e o que o ele SENTE quando connosco partilha um momento de dança/arte. 

O corpo físico é o que podem ver (com detalhes que também não são perceptíveis na filmagem) mas mais importante que essa dimensão é a ALMA, a comunicação energética que polvilha cada segundo de uma magia humana/divina (intransmissível através de câmaras de filmar).

Espero que um pouco da dança eterna (interna) se extrapole, saltando das órbitas do vídeo e impregnando a vossa vista de alegria.

Grata à Olesya e sua mamã Galina pelos vídeos, fotografias e carinho*

"Taking care of business..."

Viver é sempre uma espécie de duelo permanente - quanto mais não seja entre os demónios e os anjos que cantam (simultaneamente) dentro de nós. Uns entoam: Vaaaaaiiiiiii e os outros cantam: Ficccaaaaaa...
Uma pessoa fica perdida, sem saber para onde virar-se.
Os meus demónios (ou serão os anjos?!) gritam (já não cantam): tira umas valentes férias e os meus anjos insistem que não, que ainda tenho "missões importantes" a completar.
Uma ida à praia, uma sessão de terapia cinéfila, um par de horas na esplanada com um bom livro e um cappuccino nas mãos...tudo formas express (tipo penso rápido) de recuperar um pouco das energias que tenho gasto com muito pouco cuidado (mas com um critério cada vez mais sábio e rigoroso).
Se antes já não dava atenção às mesquinhices desta Vida, agora então o FILTRO está afinado de tal forma que só mesmo o que INTERESSA pode contar com a minha atenção. Volto à palavra que me tem acompanhado nos últimos anos: PRIORIDADES.
Enquanto aguardo pelo meu presente de Aniversário (o Jude Law, no caso de andarem extremamente distraídos) e arrumo os cantos à minha híper populada casa, preparo o terreno para uma segunda quinzena de Maio LITERÁRIA. Terminar a edição do primeiro volume da minha próxima obra (3 volumes, em princípio) estará em cima da mesa com sinal vermelho (urgente) por cima da cabeça.
Chamo o meu Marte, a minha Vénus e todos os outros planetas em meu auxílio - que a OBRA NASÇA. Tudo o resto - especialmente o que não tem importância dentro do Grande Esquema das Coisas - fica a pairar no ar, sem que me dê ao trabalho de o agarrar.
Vivendo e aprendendo/CRIANDO*
 
"But not everybody wants to work their asses off in order to be us...that´s the question, darling!"

 
O sonho de férias (sol, mar quente, descanso, o homem amado entre as pernas do meu coração) fica temporariamente adiado. Só um bocadinho...
 

Monday, May 12, 2014

Lembretes (bloco de notas russo*)

 



Fotografias tiradas no espectáculo/gala do Festival "Spring of Oriental" em Astrakhan, Rússia*
Coisas que pensei, senti, disse e escrevi nos 15 dias que passei na Rússia*.
Lembretes para a alma:

Lembra-te que, apesar das humanas inseguranças e fantasmas que te fazem temer o palco, esta pode ser a última vez que pisas essas tábuas sagradas, a última oportunidade de dançar, o último trampolim para o céu, a última chance de ser feliz aqui na Terra.

 Lembra-te que o momento seguinte não está garantido e que deves dançar (e viver e amar) como se fosse a primeira e última vez - com coragem numa mão e gratidão na outra. Estes frutos são dádivas (não garantias) e estas oportunidades são jóias que podem transformar-se no pó da memória quando menos esperas (olha para eles e aprecia-os enquanto os tens nas mãos).

Lembra-te que depois da cortina cair e do som dos aplausos se dissolver, o que resta é apenas a EMOÇÃO que viveste e partilhaste com quem te rodeia.

"That´s all, folks!"

Magia em Moscovo (Rússia*)

Colada ao famoso Teatro Bolshoi*, centro de Moscovo.
 
Diante do Teatro Bolshoi*
Depois de ter sido mimadíssima em Astrakhan, rumei até Moscovo onde também fui recebida de braços abertos por organizadores (Elen Ramiza, a Super Mulher que eu adoro), alunos, colegas e público.
Ainda ligada à corrente, rumei até ao centro de Moscovo (levada pelas mãos carinhosas da maravilhosa bailarina Marina Oganyan a quem dei aulas particulares nessa mesma tarde/noite) e cumprimentei a cidade como deve ser: de braços, olhos e coração abertos.
Dizer que fui surpreendida é pouco: pessoas que julgava não serem MESMO a minha praça revelaram-se seres maravilhosos com mundos em comum comigo; relembrei que não devemos "supor" conhecer quem quer que seja e que julgar o livro pela capa é meio caminho para uma vida bem mais pobre do que merecemos.
Com as queridíssimas colegas Warda Maravilha (adoro o nome!) e Sophie Armoza (hermosa).

Momentos de apreço profundo pelo meu trabalho voltaram a multiplicar-se - vindos das mais previsíveis e imprevisíveis fontes - e os olhos humedecidos de emoção tornaram-se o pano de fundo dos meus dias e noites.
Relatório da Maravilha Moscovita:
Selfie no Kremlin de Moscovo*
*Workshops: o coração explodindo, pessoas dançando e outras assistindo com algo belo comum (reconhecimento de alma para alma e uma reverência enternecedora em relação ao meu trabalho);
* Espectáculo: dançar com uma orquestra do Cairo (três dos músicos já tinham trabalhado comigo no Egipto) é um dado que fala por si. Não era a "minha" orquestra e nem sequer houve tempo para ensaios mas o resultado foi - tinha de ser! - mil vezes melhor do que quando sou "obrigada" a dançar com cd (música morta, sem sal, sem humanidade).
Explode, coração! Mais e uma e outra vez.
*Colegas: uma sorte incrível! Apanhei um grupo de Artistas que são simultaneamente mulheres lindas, interessantes, humildes, generosas e maravilhosas (por dentro e por fora). Impossível contar o quanto me ri e disfrutei com estas fabulosas mulheres.
Com a recém-descoberta irmã gémea Katlin Shafer (nascida no mesmo dia e mês que eu: 13 de Junho)*
*Competições: fui público fascinado, mais do que júri. É este um dos encantos da Rússia: o nível técnico mais elevado do mundo (na minha opinião), a ousadia de tentar alargar os horizontes da arte e a seriedade que só podia vir de uma cultura que respeita profundamente a Arte*.
Coloquei-me em causa mais uma vez; admiti a validade de visões que não são as minhas; também eu ampliei horizontes e possibilidades. Grata, Moscovo! A aluna em mim regozija-se convosco e com o tanto que me ensinam.
*Coração: transbordando - mesmo. Sabe quem me conhece que não sou de diplomacias - não sou boa mentirosa. Por isso exponho a (agradável) verdade: a forma como Moscovo me recebeu confirmou o amor que sempre recebo nas minhas viagens pelo mundo.
Regressei exausta, realizada, feliz, entusiasmada e ávida de Renascimento*
Assim seja.
Actuando na "Karkadé Party"*
P.S. O meu regresso à Rússia já está agendado para Novembro de 2014! Detalhes serão divulgados brevemente. A aventura continua...

Actuando no Espectáculo do Festival (orquestra de Safaa Farid)

Um toque moderno no estilo "eskandaranie" com "mellaya" - com orquestra de Safaa Farid*
 
 
Souvenirs da Rússia devidamente aninhados na minha secretária (samovar, livro de pintura russa, sabonete da Liga Nacional Russa de Dança Oriental). Que dizer? O amor e o respeito por mim e pelo meu trabalho inspiram-me.
A Rússia sempre no meu coração*

Um Milagre chamado Amor* (em Astrakhan,Rússia)

Momento especial: uma das meninas órfãs que assistiram ao espectáculo em Astrakhan observa-me atentamente enquanto danço*
 
Parece lugar comum mas a verdade é que a Vida é mesmo uma escola e o Saber que julgamos possuir é nada mais do que miragem, um vento que passa e amanhã toma outra forma ou, simplesmente, se esvai dançando no Vazio.
De todos os propósitos que possamos ter só o AMOR me parece interessante. Mais uma viagem de trabalho à Rússia (Astrakhan e Moscovo) recordou-me disso mesmo.
Traje do Cazaquistão*
Ter sido recebida como a uma rainha ajuda a sentir-me amada, claro!, mas a história vai muito além da forma maravilhosa como me tratam pelo mundo fora (e, em particular, na Mãe Rússia).
Os momentos de vitória (sucesso) multiplicaram-se - em público e em privado; a qualidade de pessoas que encontrei pelo Caminho foi a mais elevada de sempre (o que diz muito* sobre a minha própria elevação); a generosidade e respeito recebidos foram muito além das minhas expectativas e eu rendo-me, verdadeiramente, à grandiosidade (e eterno fascínio) desta Vida que nos surpreende a cada segundo.
 
Workshops, shows, competições e aulas particulares misturadas com momentos de partilha que estão além das palavras. Olesya - organizadora do Festival "Spring of Oriental" em Astrakhan - fez questão de mimar-me até à exaustão: as minhas comidas favoritas; massagem e tratamento estético com produtos naturais; sessão fotográfica com "look" russo; bouquets de flores que transformaram o meu quarto de hotel num jardim em pleno início de Primavera; ida ao ginásio (onde experimentei uma aula "peculiar" centrada nos glúteos das moçoilas lá do bairro); festa de despedida com direito a cantorias (eu cantando Fado e Jazz e os convivas russos cantando músicas tradicionais do seu país)...e a lista continua...
 
De todos os momentos inesquecíveis, destaco a aula particular que dei a uma menina de 7 anos (vídeo já partilhado aqui no blogue); a Leila, apesar da sua tenra idade, foi a mais talentosa, generosa, corajosa e bela futura bailarina que já me passou pelas mãos.
O vestido pelo qual me apaixonei (compradíssimo!)* - uma mistura de tecidos e bordados típicos russos.
Perguntam-me frequentemente porque gosto tanto de trabalhar na Rússia: eis uma das razões: o TALENTO imenso que lá existe, devidamente acompanhado por corações que estão ávidos de VIVER, SENTIR, ABRIR-SE através da música e dança orientais. Depois vem aquela mania que continuo a alimentar: aprender sempre e jamais deixar de surpreender-me. Há quem tire imenso prazer dos elogios e das aparências mas não é nesse jardim que floresço. O sucesso é uma consequência maravilhosa do que faço mas o que me, verdadeiramente, me alimenta é suplantar-me permanentemente e estar rodeada de pessoas que me inspiram a fazer cada vez melhor e com maior humildade.
O talento entusiasma-me; a ousadia e a VONTADE de excelência também - é isso (e muito mais) que recebo sempre que vou à Rússia*
Bendito seja este chão onde numa vida anterior devo ter sido santa benemérita* (karma bom!).

Atiro um até já caloroso para o ar e preparo uma pequena surpresa para a mamã Galina (que chorou ao ver-me dançar e ao ouvir-me cantar).

Eu e a maravilhosa Olesya Efremova que me recebeu - juntamente com a sua mãe Galina - com os braços abertos. Jamais esquecerei a forma como elas me fizeram sentir (em casa, amada, respeitada, apreciada, querida muito para além da esfera profissional).

Momento do espectáculo em Astrakhan*

Grata pela forma como sempre me recebes, amada Rússia!*

Momento "zaar" no palco*

"Are you talking to me?" - momento Marilyn Monroe durante o espectáculo*

"Ya baladi ya wad"...baladi mood no espectáculo*
 
Com especiarias, paixão e o fogo que me faz viver/dançar/amar*


Fotografia amorosa da Mamã Galina Efremova - uma das muitas belas imagens captadas na casa antiga de um mercador de Astrakhan (agora casa museu)* O carinho impregnado nestas fotos deixa-me sem palavras (sim, sei que tenho andado com falta de palavras...VIVER tem destas coisas!)