Tuesday, September 27, 2011



"The scent of a woman".



Recebo mensagens de todo o mundo, tanto de homens como mulheres, cumprimentando-me pelo meu trabalho e pela pessoa que lhes pareco ser.

Nao quero ser ingrata, nem tao pouco injusta face ao reconhecimento e carinho destas pessoas que me deixam com sorrisos profundos nos lábios.

Mas nao posso deixar de pensar: porque será que tanta gente tende a querer seguir um modelo (de gente, de artista, de estilo de vida, etc) quando cada pessoa é um universo único que se realiza a sua maneira, sem possibilidade de cópias nem clones?!


"Gostaria de ser forte como tu, bem sucedida como tu, linda como tu, dancando como tu, tendo a tua coragem, a tua inteligencia, o teu talento, a tua beleza, a tua...a tua...a tua..." - Dizem-me estes amáveis admiradores de todo o mundo. E o ego ainda residente em mim fica inchado mas a inteligencia que eu possa ter reage de forma bem mais interessante:


"Nao queiras ser como eu em nada. Procura-te a ti mesmo e aos teus dons e sobre eles vive e regozija!"

"Nao queiras dancar como eu porque a única danca, realmente, especial é aquela que tu podes tirar de dentro de ti e JAMAIS a que tentas copiar de mim."

"Nao deixes que eu espelhe as tuas insegurancas. Tu és muito mais do que o espelho de mim ou daquilo que tu imaginas que eu sou."


Estas sao as minhas respostas clássicas a quem tao, amavelmente, me escreve com elogios "a la mode" do "gostava de ser como tu".


Porque até eu ando a deriva, crescendo tao conscientemente que chego a assustar-me comigo mesma. Nao sigo modelos, senao o modelo da felicidade. Da MINHA felicidade que é pessoal e intransmissível, tal como a felicidade alheia.

Se pudesse ensinar ou dancar alguma verdade essencial, ela seria composta de passos e combinacoes de movimentos tao extraordinários que ninguém os pudesse seguir/imitar. Nessa impossibilidade, uma ou outra pessoa se encontraria a ela própria e se afastaria de mim com um aceno carinhoso e a gratidao que nao precisa ser expressa por elogios ou palavras.

E aí eu considerar-me-ía feliz. E bem sucedida!

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