Monday, May 2, 2011

Miminho para o meu amigo Américo Cardoso, também ele pai amantíssimo e orgulhoso de dez ("outch!) gatos que lhe enchem a vida de beleza e ronrrons quentinhos.

Estas imagens (de cariz quase pornográfico) foram filmadas por mim (como comprova as vozinhas e suspiros de pano de fundo do vídeo) aquando da passagem de um anjo por minha casa, no Cairo.

Resumindo: Vizinho da Arábia Saudita deixou um gato bebé de cerca de um mês de idade sozinho na sua casa e viajou, sabe Deus para onde, abandonando esta bela criatura à sua sorte.

Quando questionado sobre a possibilidade de dar o gato para adopção, uma vez que não podia cuidar dele e o tinha abandonado à sua sorte, a resposta do excelentíssimo senhor foi a seguinte:

- É que o gato foi um presente que me foi oferecido por um familiar e o Corão proíbe que se dê um presente que nos foi dado a nós em primeira mão.

Ah, espera...aqui está mais um exemplo delicioso da "lógica" árabe:

Portanto, o Corão proíbe ("haram") que se dê a outra pessoa um presente que nos foi dado a nós mas permite ("halal") que se deixe um ser vivo de um mesinho de idade sozinho, a morrer à fome, isolado num apartamento vazio.

Sim...isto, de facto, depois de muita reza, meditação e pancadas consecutivas na moleirinha de uma pessoa, começa a fazer sentido.

E assim escutei eu, fazendo-me acordar do meu sono profundo, um anjo enviado por Deus chorando no apartamento que fica por cima do meu.Ouvi a choradeira do bebé e vesti a capa de Super Woman (ou Cat woman).

Lá fui eu para a operação de salvamento que acabou num romance de amor "daqueles" que jamais se esquecem. O petiz dormindo colado a mim, brincando comigo e tentando conquistar as minhas outras gatas que só não o comeram de ciúmes porque eu andei sempre em guarda.

Eis a doçura absoluta materializada na forma de um gato.

No comments:

Post a Comment